terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Conselhos Práticos Sobre a Palavra de Deus

CONSELHOS PRÁTICOS SOBRE A PALAVRA DE DEUS

 

1.   Comemoramos hoje, segundo domingo de Dezembro, o dia da Bíblia.

2.   Rui Barbosa, citado pelo Pr. Israel Belo em uma de suas reflexões, falando sobre a Bíblia, disse: “Se eu coloco a Bíblia abaixo de todos os livros, ela é a que mantém todos eles; se eu a coloco no meio dos outros livros, ela é o coração desses livros; e se eu a coloco em cima dos outros livros, ela é a cabeça e autoridade de todos os livros em minha biblioteca”. É claro que qualquer pessoa poderia dizer isso de qualquer outro livro em que cresse, mas nós cristãos sabemos que essa é uma verdade que se aplica unicamente à Bíblia, a Palavra de Deus.

3.   Israel Belo escreveu:

 

A Bíblia é majestosamente maior que a razão humana, mas nunca lhe nega, e maior que as civilizações, às quais há milênios prega.

 

A Bíblia é atual, porque nós, seus leitores, somos sempre os mesmos, com nossas buscas incessantes e nossos gestos de generosidade e também com nossa maldade capaz de ódios massacrantes.

 

A Bíblia é valiosa porque não nos protege quando pecamos, mas nos acusa, e não nos desdenha quando confessamos, mas nos escancara o perdão sob o qual nossa alma repousa.

 

A Bíblia é extraordinária porque, quando percorremos suas páginas com sinceridade, vislumbramos que, mesmo quando fala por meio de um grito pavoroso, Deus não se omite porque é imutavelmente amoroso, tanto quando corrige e exige e também quando absolve e envolve.

 

A Bíblia é perfeita no que diz, mesmo naquilo que não concordamos. Ela nos muda, para melhor, quando a amamos.

 

A Bíblia é inesgotável, como se a cada momento a nossa necessidade descobrisse e em todos os instantes a suprisse, instruindo-nos na sabedoria de Deus que não passa e nos confortando com a sua maravilhosa graça.

 

A Bíblia é pequena, irrelevante, superada, sem valor e sem importância, um livro como qualquer outro, apenas numa circunstância: quando é transformada em objeto que decora uma mesa ou uma estante, não uma palavra viva e exuberante.

 

4.   George Muller disse certa vez acerca da Bíblia:

 

“O vigor de nossa vida espiritual está na proporção exata do lugar que a Bíblia ocupa em nossas vidas e em nossos pensamentos. Faço esta declaração solenemente, baseado na experiência de cinquenta e quatro anos. Nos primeiros três anos após minha conversão, negligenciei a Palavra de Deus. Mas desde que comecei a pesquisá-la diligentemente tenho sido maravilhosamente abençoado. Já li a Bíblia toda cem vezes, e sempre com maior deleite. Cada vez se me apresenta um livro novo. Grande tem sido a bênção recebida do seu estudo seguido, diligente e cotidiano. Considero perdido o dia em que não me detive a meditá-la”.

 

5.   Na Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira, a nossa Declaração Doutrinária, lemos acerca da Bíblia:

 

A Bíblia é a palavra de Deus em linguagem humana.

É o registro da revelação que Deus fez de si mesmo aos homens;

Sendo Deus seu verdadeiro autor, foi escrita por homens inspirados e dirigidos pelo Espírito Santo.

Tem por finalidade revelar os propósitos de Deus, levar os pecadores à salvação, edificar os crentes, e promover a glória de Deus.

Seu conteúdo é a verdade, sem mescla de erro, e por isso é um perfeito tesouro de instrução divina.

Revela o destino final do mundo e os critérios pelo qual Deus julgará todos os homens.

A Bíblia é a autoridade única em matéria de religião, fiel padrão pelo qual devem ser aferidas a doutrinas e a conduta dos homens.

Ela deve ser interpretada sempre à luz da pessoa e dos ensinos de Jesus Cristo.

 

6.   E constam lá todos os textos bíblicos que embasam essa declaração.

7.   Então hoje vamos refletir tendo em mente a Bíblia, a Palavra de Deus. Mais precisamente, vamos pensar em alguns conselhos práticos sobre a Palavra de Deus.

8.   Vamos ao primeiro:

 

I.             CONHEÇA A PALAVRA DE DEUS

 

1.   É imprescindível que o servo de Deus se preocupe em conhecer a Palavra de Deus.

2.   Pelo menos duas razões podem ser apresentadas para isso, e essas duas já nos são suficientes.

a.   A Primeira razão é que na própria Palavra de Deus nós encontramos exortações para que a conheçamos. Citando só algumas:

                                  i.    Ao grande Josué, sucessor de Moisés, Deus disse: “Não se aparte da tua boca o livro desta Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás.” (Josué 1:8 RC)

                                ii.    Aos Saduceus, que não acreditavam na ressurreição, Jesus disse em certa ocasião: “Errais não conhecendo as Escrituras...” – Mateus 22.29

                               iii.    Paulo escreveu aos Efésios: “Não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor” – Efésios 5.17

                               iv.    A ordem de Jesus para ir a todo o mundo pregando o evangelho, fazendo discípulos, inclui ensiná-los a observar todas as coisas que Jesus ordenou, e obviamente, logicamente, se assim o é, inclui também, da parte do discípulo, aprender, conhecer aquilo que Jesus ensinou.

b.   E a segunda razão é que a Palavra de Deus é para nós, podemos assim dizer, um “baú” cheio de tesouros e riquezas que satisfarão as nossas necessidades diárias. Citando apenas alguns exemplos:

                                  i.    Ela é alimento que propicia o nosso crescimento na fé. Moody queria ser um homem de fé... e foi. Mas o foi depois de descobrir, pela própria Palavra que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. Então, ele que já orava pedindo fé, começou a estudar diligentemente a Palavra de Deus e tornou-se um grande homem de fé.

                                ii.    Ela é uma poderosa arma na guerra espiritual na qual estamos envolvidos. A Bíblia diz que nossa luta não é simplesmente contra carne e sangue, mas contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais, e que, sendo assim, devemos nos revestir de toda a armadura de Deus, e nessa armadura está inclusa a Sua Palavra, que é descrita como sendo a “espada do Espírito”, ou “a espada que o Espírito usa”.

                               iii.    A Palavra de Deus é fonte de esperança e consolo nos momentos de aflições; até mesmo no momento de nossa morte. Muita gente tem sido consolada, tremendamente confortada por saber, pela Palavra de Deus, por exemplo, que as aflições deste tempo presente não podem ser comparadas com a glória que em nós há de ser revelada e que “se este tabernáculo” se desfizer temos de Deus uma casa feita não por mãos, eterna, nos céus. Diz-se de um soldado que sempre pregava com muita convicção a Palavra de Deus para seus companheiros, que numa certa ocasião ele foi mortalmente ferido em batalha; e ali ferido, pouco antes de morrer, um soldado lhe perguntou sobre quais eram as suas convicções naquele momento, ao que ele respondeu: “Estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

                               iv.    A Palavra de Deus revela para nós uma direção e orientação divina, um discernimento para caminharmos pela vida em retidão. “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e Luz para os meus caminhos”, declarou o Salmista. E este mesmo Salmista orou assim: “ordena os meus passos na Tua Palavra, e não se apodere de mim iniquidade alguma”

3.   Howard B. Orbon contou a seguinte história: “A primeira oportunidade que tivemos para visitar uma caverna foi durante uma viagem de férias. Enquanto estávamos de pé, observando as formações rochosas embebidas de água, o guia explicou-nos que a formação das rochas começou há muitos séculos com o gotejar das águas. Ele nos disse também que a vegetação verdejante, que crescia nas paredes da caverna, só apareceu depois de ser instalada ali a luz elétrica. O guia desligou então o interruptor e a caverna ficou completamente em trevas. A mais densa escuridão que já vimos. A seguir, acendeu uma vela e novamente pudemos enxergar. Todas as trevas daquela caverna não puderam prevalecer contra a luz de uma vela.

4.   Depois Orbon continuou escrevendo a seguinte reflexão com base em sua experiência: A fé radiante e inabalável teve sua origem já há muitos séculos passados. Os cristãos de todas as épocas testificam que uma nova vida brota nos lugares mais sombrios, quando expostos à luz da Palavra de Deus. É uma certeza inabalável da fé cristã que Deus estabeleceu a sua Palavra como a luz do mundo, e não há trevas escuras o bastante para prevalecerem contra ela.

5.   Sendo assim, conheça a Palavra de Deus; não poupe esforços nesse intento. Esse é o primeiro conselho prático.

6.   E o segundo conselho prático pode ser:

 

II.            CREIA NA PALAVRA DE DEUS

 

1.   Porque de nada adianta conhecermos se não crermos, não é verdade?

2.   Em Atos 28 encontramos Paulo em Roma, prisioneiro por causa do evangelho, mas em uma espécie de prisão domiciliar. Ali em Roma alguns JUDEUS se reúnem em um determinado dia para Paulo lhes falar. Veja que interessante o texto para esse ponto de nossa reflexão hoje. Diz lá, a partir do verso 23, que Paulo lhes “... declarava com bom testemunho o reino de Deus, e procurava persuadi-los à fé de Jesus, tanto pela lei de Moisés quanto pelos profetas, desde pela manhã até à tarde. E alguns criam no que se dizia, mas outros não criam. E como ficaram entre si discordes, se despediram, dizendo Paulo esta palavra: Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías, dizendo: vai a este povo e dize: de ouvido ouvireis e de maneira nenhuma entendereis; e, vendo, vereis e de maneira nenhuma percebereis. Porquanto o coração deste povo está endurecido, e com os ouvidos ouviram pesadamente, e fecharam os olhos, para que nunca com os olhos vejam, nem com os ouvidos ouçam, nem com o coração entendam, e se convertam e eu os cure. Seja-vos pois notório que esta salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles a ouvirão.”

3.   Ouviram, não creram, de nada lhes adiantou; a palavra foi reendereçada aos gentios.

4.   Em Hebreus 11 temos o relato de pessoas que creram; e porque creram, obedeceram; e porque creram e obedeceram deles foi dito que eram pessoas das quais o mundo não era digno; pessoas que agradaram a Deus porque creram, porque sem fé é impossível agradar a Deus, pois é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que o buscam, conforme diz a Sua Palavra; é necessário crer, conforme está escrito que os mundos, todo o universo, todas as coisas, pela Sua Palavra foram criados, de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.

5.   Uma ocasião Jesus disse: “... se alguém ouvir as minhas palavras e não crer, eu não o julgo, porque eu vim não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo. Quem me rejeitar a mim e não receber as minhas palavras tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último Dia.” (João 12:47-48 RC)

6.   É preciso crer.

a.   É preciso crer que o EVANGELHO é o poder de Deus para a salvação, porque assim o diz a Palavra de Deus – Romanos 1.16

b.   É preciso crer que é Jesus quem tem as palavras de vida eterna e que ele é o Cristo, o filho do Deus vivo, porque assim o diz a Palavra de Deus – João 6.68

c.   É preciso crer que Ele, Jesus, é o Emanuel (Deus conosco) , porque assim o diz a Palavra de Deus – Mateus 1.23 e João 1.1

d.   É preciso crer que Ele, Jesus, é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, porque assim o diz a Palavra de Deus – João 1.29

e.   É preciso crer que é Jesus o caminho, a verdade e a vida e que ninguém vai ao Pai se não for por ele, porque assim o diz a Palavra de Deus – João 14.6

f.     É preciso crer que "em nenhum outro, a não ser em Jesus, há salvação" e que, debaixo do céu, "nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos", porque assim o diz a Palavra de Deus – Atos 4.12

g.   É preciso crer em toda a Palavra de Deus.

7.   É absolutamente necessário crer. Conhecer e crer. Então creia na Palavra de Deus. Esse é o segundo conselho prático.

8.   O terceiro pode ser:

 

III.          TENHA SUA COSMOVISÃO BASEADA NA PALAVRA DE DEUS

 

1.   Isaltino Gomes Coelho Filho disse algo muito importante sobre isso quando falou sobre “Uma Igreja Preparada para o Presente século”. Ele disse que é surpreendente a ênfase hermenêutica que tem tomado conta do meio dito cristão nos últimos tempos: “Uma visão afro da Bíblia”, “Uma visão homossexual da Bíblia”, “Uma abordagem feminista da Bíblia” e temas parecidos revelam uma perspectiva hermenêutica antropocêntrica. O homem posto no centro. A cultura humana interpreta a Bíblia. É fato que a revelação bíblica tem componentes culturais, foi expressa numa cultura, deve ser estudada e transmitida para outra cultura. Mas, embora possa ser veiculada em qualquer cultura, porque vem de Deus e se sobrepõe à cultura humana, a mensagem bíblica em geral e a cristã em particular não podem ser aprisionadas por cultura alguma. Em outras palavras: não podemos ter uma cosmovisão secular para interpretar a Bíblia. ELA deve interpretar nossa visão secular. Por isso que precisamos de uma cosmovisão bíblica.

2.   Então, que a Palavra de Deus seja “a lente” através da qual você enxergará esse mundo com todos os seus costumes e pensamentos, e não o contrário. Não é porque algo se tornou normal, plenamente aceito pela sociedade em geral que você também vai ter esse algo como normal e aceitável; você deve olhar através da “lente” da Palavra de Deus e não da “lente” do que é normal e aceitável na sociedade em geral.

3.   Então, tenha uma cosmovisão bíblica; meça todas as coisas, todas as práticas, todas as modas, todas as filosofias, pela Palavra de Deus. Esse é o terceiro conselho.

4.   O quarto conselho prático pode ser:

 

IV.          AME A PALAVRA DE DEUS

 

1.   O Salmista do Salmo 119, exclamou no verso 97: “Ah! Quanto amo a Tua lei!”.

2.   E depois acrescentou: “É a minha meditação em todo o dia”. Porque amo a Tua lei, medito nela todo o dia.

3.   Me vem à mente enquanto medito neste ponto deste estudo duas pessoas, duas mulheres. Uma delas foi minha professora de português e literatura há mais de trinta anos, dona Maria Lima. Como aquela mulher amava literatura! Se algum dos alunos puxasse assunto com ela acerca de algum livro de um dos clássicos escritores brasileiros, a dona Maria Lima “perdia o rumo” conversando com riqueza de detalhes sobre aquela obra literária. Parecia que ela estava lá dentro da história. Muitos anos depois encontrei outra mulher assim, numa viagem missionária. Não me recordo do nome dela, mas me recordo bem dela dizendo com uma enorme satisfação já ter lido todos os clássicos da literatura brasileira. Dava para perceber o amor, a paixão dessa mulheres por essas obras literárias.

4.   Pois bem, esse é o tipo de amor que precisamos ter pela Palavra de Deus, e esse parece ter sido o tipo de amor do salmista, um amor que o fazia debruçar-se sobre a palavra, a lei, para a estudar, para a contemplar com um “espírito tranquilo”, com contemplação e profundidade.

5.   Então ame a Palavra, pois só quem a amar vai querer refletir nela deixando que suas verdades penetrem em seu coração.

6.   Vamos ao conselho número cinco:

 

V.           OBEDEÇA A PALAVRA DE DEUS

 

1.   Jesus, no finalzinho de Mateus 7, fala sobre a importância de se obedecer; não só ouvir, mas obedecer. E Jesus faz uma comparação com o construir de uma casa. Quem ouve e não obedece é como quem constrói sua casa sobre a areia, sobre algo que não lhe imprime nenhuma firmeza para os momentos de intempéries. Mas quem ouve e obedece é como alguém que constrói a sua casa sobre a rocha.

2.   Tiago também fala sobre a importância de se obedecer à Palavra de Deus: “E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural;  porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de como era.  Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.” (Tiago 1:22-25 RC)

3.   Quando obedecemos somos bem aventurados; quando obedecemos somos abençoados. Os discípulos de Jesus trabalharam a noite inteira na pescaria, sem pegar nenhum peixe. No outro dia, depois de recolherem as redes, Jesus os manda lançar as redes, ao que eles lhes dizem que passaram a noite inteira na pescaria sem nada pescar, mas que iriam obedecê-lo – “sob tua palavra lançaremos as redes” – e o fizeram, e pegaram tanto peixe que tiveram que chamar pela ajuda de outros pescadores.

4.   Há pouco tempo refletimos sobre “Como você está ouvindo a Palavra de Deus?”. Citamos exemplos negativos, de pessoas que ouviram mas não atenderem; mas também citamos alguns exemplos positivos, os seguintes:

a.   Abraão – Ouviu e atendeu com prontidão – Gênesis 12.1-8

b.   Moisés – Ouviu, até resistiu à voz de Deus, mas finalmente cedeu a Deus – Gênesis 3 e 4

c.   A Mulher Samaritana – ouviu, creu e anunciou – João 4

d.   Zaqueu – Ouviu a ordem de Jesus: "Desce depressa"... e ele desceu... – Lucas 19.1-10

e.   Os Colossenses – Ouviram e cresceram na fé e no amor – Colossenses 1.1-8

f.     Timóteo – Ouviu, não esqueceu, e ainda jovem envolveu-se... – 2 Timóteo 1.1-5

5.   Então, obedeça a palavra de Deus. Obedeça a TODA a palavra de Deus. Não faça dela um bufet onde você pega o que mais lhe apetece e o resto deixa pra lá; não! Sirva-se, em obediência, de TODA a Palavra de Deus.

6.   Obedeça! É o quinto conselho.

7.   Vamos ao sexto conselho, o último para hoje:

 

VI.          PREGUE A PALAVRA DE DEUS

 

1.   Certamente que não ignoramos o fato de que temos, como servos individuais de Cristo, e como igreja de Cristo, que Pregar a Palavra de Deus. Mas às vezes, conquanto não ignoremos no sentido de saber, ignoramos no sentido de fazer. Precisamos “fazer”.

2.   Então, pregue a Palavra de Deus, e pregue com um certo sentido de urgência, enquanto ainda há pessoas dispostas a ouvir. Chegará um tempo em que será bem difícil encontrar tais pessoas. Veja o que Paulo escreveu a Timóteo:“Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.” (2 Timóteo 4:1-5 RC)

 

CONCLUINDO

 

1.   Então,

a.   Conheça a Palavra de Deus;

b.   Creia na Palavra de Deus;

c.   Tenha a sua cosmovisão baseada na Palavra de Deus;

d.   Ame a Palavra de Deus;

e.   Obedeça a Palavra de Deus e

f.     Pregue a Palavra de Deus.

2.   Seis conselhos práticos que precisamos seguir e que só nos farão bem.

3.   Nossa vida cristã, por melhor que seja, melhorará ainda mais, muito mais, quanto mais seguirmos esses conselhos.

a.   Será difícil satanás nos derrubar;

b.   os ventos de doutrina não nos atingirão;

c.   o presente século perderá cada vez mais o seu sabor;

d.   nossa vida ganhará mais plenitude, mais significado e, consequentemente, seremos mais felizes;

e.   chegaremos ao ponto de poder dizer como Paulo disse: “Já estou crucificado com Cristo e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que vivo agora na carne vivo-a pela fé no Filho de Deus, o qual me amou e a si mesmo se entregou por mim”.

 

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

 

Igreja Batista em Muqui, Dezembro de 2017

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

DEUS NÃO É ECONÔMICO E NÓS TAMBÉM NÃO DEVEMOS SER


DEUS NÃO É ECONÔMICO E NÓS TAMBÉM NÃO DEVEMOS SER

(Algumas coisas em que Deus não é econômico para conosco; algumas coisas que Deus nos dá com abundância; e algumas coisas em que nós não devemos ser econômicos)

 

(Esboço com sugestões de textos bíblicos)

 

INTRODUÇÃO

 

1.   Você é econômico?

2.   Em geral, até por uma questão de necessidade, somos econômicos em alguma coisa. Por exemplo: quem aqui faz um esforço para economizar dinheiro? ... Água?... Energia elétrica?... Gás de cozinha?... Gasolina?... E por aí vai. Somos esforçados por economizar nestas coisas e muitas outras mais: material de limpeza, tinta de impressora, material de escritório, e já vi gente que até parte o palito de fósforo ao meio para economizar.

3.   Mas tem coisas nas quais não podemos ser econômicos, e hoje vamos pensar em algumas dessas coisas, sob o tema DEUS NÃO É ECONÔMICO E NÓS TAMBÉM NÃO DEVEMOS SER.

4.   Primeiro pensemos em Deus:

 

I.             ALGUMAS COISAS EM QUE DEUS NÃO SE MOSTRA ECONÔMICO PARA CONOSCO:

 

1.   Deus não é econômico em sua misericórdia para conosco

a.   Salmo 57.9-10 (Salmo de Davi): “Louvar-te-ei, Senhor, entre os povos; cantar-te-ei entre as nações. Pois a tua misericórdia é grande até aos céus, e a tua verdade até às nuvens.” (RC)

b.   Lamentações 3.22: “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim.” (RC)

c.    Efésios 2.4: “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou...” (RC)

d.    1 Pedro 1.3: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos...” (RC)

2.   Deus não é econômico em sua graça

a.   João 1.1, 14-16: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (RC) / “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. João testificou dele e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: o que vem depois de mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu. E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça.” (RC)

b.   Romanos 5.17-20: “Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça;” (Romanos 5:17-20 RC)

c.   Efésios 1.7: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça...” (RC)

d.   Efésios 2.6-7: “...e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.” (Efésios 2:6-7 RC)

3.   Deus não é econômico em seu perdão

a.   Neemias 9.16-17: “Porém eles, nossos pais, se houveram soberbamente, e endureceram a sua cerviz, e não deram ouvidos aos teus mandamentos. E recusaram ouvir-te, e não se lembraram das tuas maravilhas, que lhes fizeste, e endureceram a sua cerviz, e na sua rebelião levantaram um chefe, a fim de voltarem para a sua servidão; porém tu, ó Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em beneficência, tu os não desamparaste” (RC)

b.   Salmo 103.3: “É ele que perdoa todas as tuas iniquidades e sara todas as tuas enfermidades” (RC)

c.   Miqueias 7.18: “Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e que te esqueces da rebelião do restante da tua herança? O SENHOR não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na benignidade.” (RC)

d.   Lucas 23.34: “E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes.” (RC)

e.   Atos 10.43: “A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele creem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome.” (Atos 10:43 RC)

4.   Deus não é econômico em suas bênçãos

a.   Mateus 6.33:“Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.” (RC)

b.   Romanos 8.32: “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (RC)

c.   Tiago 1.17: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação.” (RC)

d.   Efésios 1.3: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (RC)

5.   Enfim, Deus não é econômico em nada que Ele nos dá, e se às vezes parece que Ele está sendo econômico ou até mesmo “encolhendo o seu braço”, é porque existe uma razão para isso.

a.   O espinho na carne de Paulo não foi tirado por uma razão...

b.   Às vezes a razão de não recebermos é que pedimos mal, para gastarmos em nossos próprios deleites...

c.   Às vezes falta fidelidade de nossa parte...

 

6.   Tendo pensado em Deus, pensemos agora em nós:

 

II.            ALGUMAS COISAS EM QUE NÓS NÃO DEVEMOS SER ECONÔMICOS

 

1.   Não devemos ser econômicos em nossa gratidão

a.   1 Tessalonicenses 5.18: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” (RC)

b.   Colossenses 3.15: “E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.” (RC)

2.   Não devemos ser econômicos em nossa doação de nós mesmos e de tudo o que temos e somos

a.   Romanos 12.1-2: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.  E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (RC)

b.   Gálatas 2.20: “ estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.” (RC)

3.   Não devemos ser econômicos na proclamação da palavra de Deus

a.   Mateus 28.19-20: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (RA)

b.   Atos 1.8: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” (RC)

c.   2 Timóteo 4.1-5: “Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.  Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.” (RC)

4.   Não devemos ser econômicos em nosso esforço

a.   Lucas 10.27: “E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo.” (RC)

b.   Mateus 25.1-13: A parábola das dez virgens – fala sobre manter nossas “lâmpadas” acesas.

c.   Mateus 25.14-30: A parábola dos talentos – Precisamos trabalhar para o nosso Senhor com aquilo que ele colocou sob nossa responsabilidade; não podemos esconder na terra o nosso talento.

d.   Mateus 25.31-46: fala sobre nos esforçarmos para Deus servindo às pessoas, servindo uns aos outros.

5.   Não devemos ser econômicos no amor e na comunhão

a.   João 13.35: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (RC)

b.   Mateus 5.43-48: “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo.  Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos.  Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?  E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?  Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus.” (RC)

c.   João 17.21: “para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” (João 17:21 RC)

6.   Não devemos ser econômicos em liberar perdão

a.   Mateus 18.21-22: “Então, Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?  Jesus lhe disse: Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete.” (RC)

7.   Não devemos ser econômicos na distância que devemos manter do mal

a.   1 Tessalonicenses 5.22: “Abstende-vos de toda aparência do mal.” (RC)

b.   Judas 1.23: “... e salvai alguns, arrebatando-os do fogo; tende deles misericórdia com temor, aborrecendo até a roupa manchada da carne.” (RC)

c.   Efésios 4.17-5.21

8.   Enfim, em tudo que vamos fazer para Deus, para Sua honra e glória, não devemos ser econômicos – Deus merece toda nossa dedicação; Deus merece nossa total atenção

 

CONCLUSÃO

 

1.   O Apóstolo Paulo era alguém que estava sempre pronto para servir ao Senhor e a passar por qualquer situação que fosse necessária pelo Senhor. Várias vezes o encontramos dizendo isto. “Estou pronto”.

2.   Meus irmãos, essa atitude deve ser a nossa também. Devemos estar sempre “prontos” para o nosso Senhor. Nada de economia aqui! Levante-se de sua cama! Levante-se de seu sofá! Saia de sua zona de conforto! Mova suas pernas! Mova seus braços! Abra a sua boca! Renuncie coisas pecaminosas e diga o porquê! Abra o seu bolso! Abra o seu coração! Não seja econômico para com Deus e as coisas de Deus, porque Deus não economizou no investimento que fez e continua fazendo em você.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Igreja Batista em Muqui, Dezembro de 2017