sábado, 29 de dezembro de 2012

Estudos no Sermão do Monte / parte 16 - A Grande Pecaminosidade do Pecado


A GRANDE PECAMINOSIDADE DO PECADO

 

Elaborado com base em estudo com mesmo tema em

Estudos no Sermão do Monte, de M. Lloyd-Jones.

 

“27 ¶ Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. 28  Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela. 29  Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti, pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que todo o teu corpo seja lançado no inferno. 30  E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que todo o teu corpo seja lançado no inferno.” (Mateus 5:27-30 RC)

 

01. Diante de nós está um exemplo semelhante ao anterior:

a.    Fizemos uma leitura do exemplo anterior considerando que matar não significa apenas cometer o homicídio literal;

b.    E agora, neste exemplo, podemos fazer uma leitura semelhante e verificar que adultério também não acontece apenas quando cometemos o ato literal – o ato literal é apenas a consumação daquilo que já aconteceu no coração.

02. A palavra de Jesus é bastante clara e se quisermos nos deter apenas no assunto “adultério”, até poderíamos apenas ler o texto. Entretanto, essa palavra de Jesus nos leva a pensar naquilo que Lloyd- Jones denomina de “a grande pecaminosidade do pecado”, que é algo que precisamos compreender e de cuja compreensão depende o entendimento acerca da própria salvação e de tudo o que nela está envolvido.

03. Por que Jesus morreu na cruz? Por que ele se recusou que seus seguidores o defendessem? Por que ele não recorreu, como bem poderia ter feito, segundo ele mesmo, ao auxílio de doze legiões de anjos para o protegerem no momento em que o prenderam? Qual é o significado da morte de Cristo na cruz?

04. Essas são perguntas que não podem ter respostas corretas a menos que compreendamos o que é o pecado e a sua gravidade.

05. Não evangelizaremos de verdade se não temos compreensão do que é o pecado. Antes de oferecer às pessoas uma maravilhosa vida nova tendo Jesus como Amigo é preciso levá-las à convicção de pecado, do que ele realmente é e de sua real gravidade.

06. Nas palavras de Lloyd-Jones:

 

O evangelismo autêntico, em virtude da doutrina do pecado, sempre deve ter início pela pregação das exigências da lei. Isso significa que devemos explicar que a humanidade está diante da Santidade de Deus, que os homens são confrontados pelos Seus requisitos e também pelas horrendas consequências do pecado. É o próprio Filho de Deus quem adverte os homens da possibilidade de serem lançados no inferno. Ora, se porventura você não gosta (crê) da doutrina do inferno, então está simplesmente discordando de Jesus Cristo. Ele, que é o Filho de Deus, acreditava na existência do inferno; e é na exposição do que Ele fez sobre a verdadeira natureza do pecado que descobrimos que Ele ensinou que o pecado, em última análise, leva os homens ao inferno. Assim sendo, a evangelização de uma pessoa deve começar pela santidade de Deus, pela pecaminosidade do homem, pelas exigências da lei, pela punição determinada pela lei e, finalmente, pelas eternas consequências do mal e da prática da injustiça. Somente o indivíduo que foi levado a perceber a sua culpa, dessa maneira, pode recorrer a Cristo, para dEle receber livramento e redenção.

 

07. Não compreenderemos corretamente o evangelho e não evangelizaremos corretamente, bem como não possuiremos verdadeira santidade e não compreenderemos de verdade o amor de Deus a menos que entendamos no que consiste o pecado.

08. A menos que compreendamos que o pecado não consiste apenas de atos praticados, laboraremos em erro assim como faziam os fariseus.

09. Jesus nos ajuda a entender isso quando, com suas palavras expressas nestes versos, nos direciona o pensamento para três fatos acerca do pecado. O primeiro é:

 

A profundeza do pecado.

 

01. “Qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela”, disse Jesus. E isto significa que o pecado não envolve apenas uma questão de atos, antes é algo que está no interior do coração humano. Os atos são apenas a superfície, o pecado está localizado em lugar muito mais profundo do que naquilo que vemos na superfície.

02. Os atos pecaminosos são, podemos assim dizer, os sintomas da enfermidade chamada pecado que está arraigada no coração humano.

03. Essa é a verdade que Jesus destaca para nós neste texto. O fato de você nunca ter cometido um ato de adultério não significa que você não tenha qualquer culpa nesta área. Para aqueles que disto se orgulham e talvez até digam, como o fariseu que foi ao templo orar disse dos demais homens e do publicano que ali também estava, se comparando como melhor por não cometer os mesmos atos, talvez Jesus faça a pergunta: “O que você me diz sobre o seu coração?”

04. Como está o seu coração, meu irmão?

05. Em provérbios 4.23 lemos: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida.”

06. O profeta Jeremias já dizia: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9 RC)

07. Jesus disse, e Marcos Registrou que: “21 ... do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, 22  os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. 23  Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.” (Marcos 7:21-23 RC)

08. É por isso que Jesus disse nas bem aventuranças que “bem aventurados são os que choram” e que “bem aventurados são os que têm fome e sede de justiça”, isto é, bem aventurados são aqueles que lamentam e que gemem por causa do pecado ansiando dele serem completamente livres. Aqueles que isso fazem entendem o quão profundo ele é e o quão arraigado ele está no coração humano fazendo dele um miserável pecador diante da Santidade de Deus, mesmo que não cometa determinados atos, mesmo que não manifeste determinados sintomas.

09. Veja o desespero de Paulo por causa do pecado e depois o seu alívio por causa da libertação em Jesus Cristo:

 

Romanos 7:

 

¶ Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. 8  Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda a concupiscência: porquanto, sem a lei, estava morto o pecado. 9  E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri; 10  e o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte. 11  Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou e, por ele, me matou. 12  Assim, a lei é santa; e o mandamento, santo, justo e bom. 13  Logo, tornou-se-me o bom em morte? De modo nenhum! Mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem, a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno. 14 ¶ Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. 15  Porque o que faço, não o aprovo, pois o que quero, isso não faço; mas o que aborreço, isso faço. 16  E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. 17  De maneira que, agora, já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. 18  Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e, com efeito, o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. 19  Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. 20  Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. 21  Acho, então, esta lei em mim: que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. 22  Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus. 23  Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. 24  Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? 25  Dou graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim que eu mesmo, com o entendimento, sirvo à lei de Deus, mas, com a carne, à lei do pecado.

 

Romanos 8:

 

1 ¶ Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito. 2  Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.

 

10. Não que Paulo vivesse cometendo atos pecaminosos, mas ele sabia que, mesmo não cometendo tais atos, o pecado estava enraizado no mais profundo de sua natureza humana.

11. Precisamos compreender essa profundidade do pecado. E, tendo essa compreensão, compreenderemos também o quão desesperadamente nós e todas as demais pessoas precisamos do Senhor Jesus.

 

12. Convém, antes, de encerrar esse ponto, fazer algumas observações:

a.    Jesus, ao apontar mais para o coração do que para o exterior, não nos está autorizando a ter um comportamento de autojustificação quando cometermos um ato pecaminoso, julgando as outras pessoas dizendo que elas não “fizeram” mas o pecados está lá em seus corações.

b.    A disciplina por parte da igreja, especialmente a disciplina cirúrgica, é aplicada em geral com base nos atos pecaminosos e não com base no pecado abrigado no coração, mesmo porque não temos condições de julgar o coração de ninguém com respeito a algum assunto em particular e também porque se assim o fosse talvez todos nós tivéssemos que ser objeto de tal disciplina.

c.    Não obstante não sejam, em geral, aplicáveis determinados tipos de disciplina por parte da igreja àquilo que se comete no coração, não ficamos sem disciplina alguma. O que estamos fazendo aqui hoje, por exemplo, através deste estudo, pode se encaixar naquilo que se diz ser “disciplina formativa”.

 

13. Dito isto, passemos ao segundo fato:

 

A sutileza do pecado.

 

01. Por sutileza quero dizer capacidade de se infiltrar rápida e sorrateiramente e também a capacidade de desviar nossa atenção do foco que deveria ser o objeto de nossa atenta observação.

02. No caso em questão, o do adultério, tudo começa com um olhar.

03. Isso me faz lembrar o caso de Davi e Bate-Seba [1] – tudo começou com um olhar.

04. Isso me faz lembrar também de que às vezes somos grandemente tentados nesta questão e não “caímos” conforme muitos já “caíram”, e ficamos felizes, e de tão felizes até contamos com muita alegria para algum amigo nosso, dizendo como “quase” caímos e como Deus nos deu forças... Glória a Deus porque não chegamos ao “fim desse caminho”, mas não devemos nos esquecer de que se “quase” caímos é porque alguma parte desse caminho nós trilhamos e, portanto, pecamos, e a sutileza do pecado se manifesta desviando o foco do nosso olhar do fato de que pecamos no coração para o fato de que não cometemos o ato que o nosso coração desejou cometer, e porque não cometemos o ato e ficamos muito felizes, não nos damos conta de que pecamos e nos esquecemos de pedir perdão a Deus.

05. Confesso aos irmãos que enquanto penso sobre essa questão, divagando em minha mente acerca de diversas situações, a única conclusão a que consigo chegar é a de quão contaminados pelo pecado nós somos e quão perdidos nós estaríamos não fosse Cristo.

a.    Há a possibilidade de eu estar pregando para os irmãos e estar pecando ao mesmo tempo.

b.    Há a possibilidade de eu estar cantando um louvor a Deus aqui na frente e estar pecando ao mesmo tempo.

c.    Há a possibilidade de eu estar bem adiantado no processo da santificação, além de muitos ao meu redor e justamente por causa disso pecar.

d.    Há a possibilidade de eu desenvolver de forma excelente o meu ministério e acabar justamente isso me levando a pecar – eu posso me tornar orgulhoso de mim mesmo.

e.    Ao que me parece o pecado está por perto em todas as nossas ações e intenções e sutilmente as permeia quando nós menos esperamos e até mesmo sem nos darmos conta disso.

06. João Alexandre canta uma música intitulada “Coração” onde em uma parte ele canta perguntando: “Coração – entre o bem e o mal que distância haverá?”.

07. Quanto mais eu penso sobre isso, quanto mais eu me dou conta de o quanto o pecado está intrinsecamente arraigado em nossa natureza carnal, mais eu me dou conta de o quanto não apenas aquelas pessoas que vivem na prática de atos pecaminosos como também aquelas que em tais práticas não vivem precisam de Cristo [2]; mais eu compreendo a razão porque Jesus disse que bem aventurados são os que choram e que bem aventurados são os que têm fome e sede de justiça, sendo esse choro ou lamento justamente por causa do pecado e a fome e sede de justiça o ansiar por ser completamente livre desta praga que atinge a humanidade inteira; e também mais compreendo o desespero de Paulo e sua posterior expressão de alívio por causa de Cristo, registrados em Romanos 7.

08. Vamos adiante e pensemos um pouquinho, por último, sobre:

 

A natureza e o efeito pervertedores do pecado.

 

01. Perverter significa perturbar a ordem, desvirtuar, tornar mau...

02. O pecado é tão pervertedor e tão devastador que, sob sua influencia, aquilo que Deus me deu com o intuito de servir para o meu bem, acaba por se tornar meu inimigo.

03. Enxergamos isso pelo fato de Jesus dizer para arrancar o olho ou a mão que escandaliza. Obviamente que isso disse Jesus de forma simbólica, se não teríamos muitos cegos e manetas nas igrejas.

04. Então, o pecado desvirtua, torna mau... Nossos instintos da natureza humana, por exemplo, são em sua origem excelentes. Mas esses mesmos instintos acabam por se tornar nossos inimigos por causa do pecado.

 

Concluindo:

 

01. Não adulterarás!? Naturalmente que não. Mas, como está o nosso coração e a nossa mente no tocante a essa e outras questões?

02. Como escreveu Lloyd-Jones:

 

Deus proíba que qualquer de nós contemple a santa lei de Deus e se sinta satisfeito consigo mesmo. Se não nos sentirmos impuros neste momento, que Deus tenha misericórdia de nós. Se for concebível ficarmos satisfeitos com a nossa própria vida, por jamais termos cometido um ato de adultério, ou de homicídio, ou de qualquer desses outros pecados, então assevero que não conhecemos a nós mesmos e nem a negridão e imundícia de nossos próprios corações. Pelo contrário, precisamos dar ouvidos ao ensino de Bendito Filho de Deus e examinarmos a nós mesmos, perscrutando os nossos próprios pensamentos, desejos e imaginação. E, a menos que sintamos que somos vis e imundos, carentes de lavagem e purificação, a menos que nos sintamos totalmente falidos, numa terrível pobreza de espírito, e a menos que tenhamos fome e sede de justiça, então, que Deus tenha misericórdia de nós.

 

03. Somente quando assim entendermos acerca do pecado; somente quando assim entendermos o quão grave é pecado é que compreenderemos o evangelho. Somente neste ponto compreenderemos a razão da necessidade de Deus enviar Seu Filho Jesus, imaculado, puro e perfeitamente Santo para, pelo seu precioso sangue nos lavar de nossos pecados e nos livrar da condenação da lei.

04. Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus pelo nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

05. Amém!

 

Pr. Walmir

 

Muqui – Dezembro de 2012



[1] Mulher de Urias, o heteu. O rei Davi pecou com ela e, depois da morte de Urias, casou com ela. Foi a mãe de Salomão.

[2] Que Deus me livre da atitude farisaica que diz “eu não sou como os demais homens...”

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Templo do Espírito


TEMPLO DO ESPÍRITO

     

“Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo?... Não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” (1 Coríntios 6:15, 19-20 RC)

           

“Por ele (Jesus), ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito.” (Efésios 2:18-22 RC)

      

É coisa comum darmos uso diferente do original a objetos que possuímos. Assim é que uma latinha de refrigerante vira um cofrinho, uma caixa de papelão se presta a guardar cadernos, livros, fotografias, etc. Mas seu uso original não é esse. Uma saboneteira, por exemplo, pra que foi feita? A resposta é óbvia: para colocar sabonete. Mas às vezes a usamos para várias outras coisas, como, exemplificando, para guardar pequenos objetos. Nas mãos de alguns ela vira até um porta-bijuteria. Mas não foi pra isso que ela foi feita originalmente, e, quando alguém resolve que vai devolvê-la à sua função original, então esse alguém terá que esvaziá-la de tudo o que lhe colocou e pôr dentro dela um sabonete, um cheiroso sabonete, algo que é limpo e que limpa, junto com a água, a nossa pele.

 

A Bíblia nos dá conta, amados, que Deus, em Cristo Jesus, nos gerou de novo para que fôssemos templo de Seu Espírito, o Espírito Santo. E, conseqüentemente, tudo em nós, tudo nosso, tudo o que fazemos e como fazemos, todo o nosso viver deve ser santo ao Senhor. Entretanto, é fato que, assim como fazemos com uma saboneteira, às vezes introduzimos no contexto de nossa vida coisas que não podemos dizer que são santas ao Senhor, e às quais, nem se quisermos muito, podemos santificar.

      

Se você fosse fazer uma lista das coisas erradas que você anda fazendo, que você permite fazer parte do contexto de sua vida, de que tamanho seria essa lista? Não estou falando dos “tropeções” que às vezes damos, mas daquelas coisas que você faz normalmente, sabendo serem erradas, e continua fazendo. Por exemplo, em algum acontecimento súbito você, de repente, sem pensar, diz algo que sabe ser mentira. No mesmo instante você se dá conta do que fez e procura se redimir, principalmente pedindo perdão a Deus. Isso, todos hão de concordar, é diferente de viver tendo a mentira como um estilo de vida, mentindo de maneira premeditada, arquitetada.

 

Fora isto, quão grande seria a sua lista?!

 

Talvez fosse menor que a minha.

 

Mas, sem importar se a sua lista seria maior ou menor que a minha, o fato é que Deus não nos fez novas criaturas em Cristo Jesus para andarmos por aí com essas sujeiras dentro de nós. Dentro de nós, no contexto de nossa vida, só coisas que possam ser santificadas a Deus, só coisas que não sejam contrarias à Santidade do Deus de cujo Espírito somos o templo.

      

Trabalhemos para e permitamos que, amados, o Espírito de Deus faça uma limpeza em nossas vidas. Permitamos fazer parte de nossa vida apenas coisas que honrem o Deus a quem servimos.

      

Naquele que é Santo e requer dos seus que sejam santos também,

 

Pr. Walmir

domingo, 23 de dezembro de 2012

Estudos no Sermão do Monte / parte 15 - Não Matarás


NÃO MATARÁS

 

Mateus 5.21-26

 

01. Em nossos três últimos estudos acerca do Sermão da Montanha, temos enfatizado:

a.    O fato de Jesus ter dito que veio para cumprir e não para anular a lei e os profetas (e vimos como ele cumpre a lei e os profetas);

b.    O fato de Jesus ter dito que a nossa justiça deve exceder em muito a dos escribas e fariseus;

c.    E também o fato de que, apesar de a letra da lei ser importante, o espírito dela é que tem maior importância, e que seu objetivo não é apenas manter-nos presos a determinadas regras e sim o livre desenvolvimento de nosso caráter espiritual e levar-nos a um maior conhecimento de Deus.

02. Os estudos anteriores (14), podem ser encontrados em www.prwalmir.blogspot.com.br ou ainda em www.igrejabatistaemmuqui.blogspot.com.br.

03. Hoje refletiremos com Jesus sobre a parte da lei que diz “não matarás”.

04. O mandamento de não matar é o sexto mandamento constante das tábuas da lei que Deus deu por intermédio de Moisés (veja Êxodo 20.13). Mas também é um mandamento dado antes da lei (veja Gênesis 9.5-6).

05. Vemos então que não matar faz parte da lei de Deus, e é tão importante que é ensinado até mesmo antes da lei, desde os primórdios.

 

06. Ora, se assim o é, porque Jesus, neste sermão onde, dentre outras coisas aponta os escribas e fariseus como errados em sua interpretação e, consequentemente, em seu ensino da lei de Deus, faz uso exatamente desse exemplo?

 

07. Para entendermos a razão de Jesus precisamos fazer referência a dois fatos que enfatizamos em estudo anterior.

 

O primeiro fato é que o espírito da lei importa mais que a letra da lei.

 

08. A lei “não matarás”, no entendimento de Jesus, não pode ser reduzida apenas ao ato de cometer um homicídio concreto.

09. Lembremo-nos, meus irmãos, que a lei foi dividida em dois grandes mandamentos; quais são? Veja a resposta em Marcos 12.28-33.

10. O mandamento de não matar faz parte do segundo, o de amar ao próximo.

11. Ora, meus amados, se assim o é, demonstra Jesus, eu não posso dizer que cumpro a lei de não matar se cultivo a ira contra pessoas em meu coração. Não é isso que Jesus diz aí no texto?

a.    Para nós que somos crentes, tolerarmos a ira contra pessoas em nosso coração, de acordo com Jesus é tornarmo-nos culpados de algo equivalente ao homicídio.

                                  i.    Precisamos observar que temos aí no texto a cláusula “sem motivo”, isto é, “sem justa causa”. Algumas autoridades sobre o texto original dizem que essa cláusula não deveria constar da tradução. Não há consenso sobre isso; porém, seja como for, estamos diante de uma grande exigência. E em outra parte do Novo Testamento lemos que, se irarmos, não devemos deixar que o sol se ponha sobre a nossa ira (Efésios 4.6); e aqui mesmo Jesus fala sobre a necessidade de haver reconciliação. A ira guardada no coração contra qualquer pessoa, especialmente contra os domésticos da fé, é algo extremamente repreensível aos olhos de Deus.

12. Eu não posso dizer que cumpro a lei de não matar se me tornar culpado de expressões que manifestem desprezo pelos meus semelhantes. Não é isso que Jesus diz aí no texto?

a.    “Raca” é uma palavra que quer dizer “você não presta”. Era utilizada para indicar desprezo por alguém. Jesus demonstra aqui que tal atitude é equivalente ao homicídio.

13. Eu não posso dizer que cumpro a lei de não matar se me expresso em relação ao meu próximo de forma abusiva e humilhante. Não é isso que Jesus diz aí?

a.    Ele se utiliza de um termo que no português é traduzido por “louco” ou “tolo” cujo sentido é o de se referir às pessoas de forma aviltante.

14. Então, meus amados irmãos, percebamos que, diante do Senhor, matamos não apenas quando cometemos literalmente o ato do homicídio;

a.    matamos quando nutrimos ira contra pessoas em nosso coração;

b.    matamos quando tratamos nossos semelhantes com desprezo;

c.    matamos com a nossa língua, com palavras abusivas acerca de nossos semelhantes.

15. Sobre a língua, gosto muito da história que diz que:

 

Há mais de dois mil anos existiu um rico mercador grego que tinha um escravo chamado Esopo. Um escravo corcunda, feio aos olhos de muitos, mas de sabedoria única no mundo. Certa vez, para provar as qualidades de seu escravo, o mercador ordenou: - Toma, Esopo. Aqui está esta sacola de moedas. Corre ao mercado. Compra lá o que houver de melhor para um banquete. A melhor comida do mundo!

Pouco tempo depois, Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato coberto por fino pano de linho. O mercador levantou o paninho e ficou surpreso: - Ah!! Língua? Nada como a boa língua que os pastores gregos sabem tão bem preparar. Mas por que escolheste exatamente a língua como a melhor comida do mundo?

E o escravo de olhos baixos, explicou sua escolha: - O que há de melhor do que a língua, senhor? A língua é que nos une a todos, quando falamos. Sem a língua não poderíamos nos entender. A língua é a chave das ciências, o órgão da verdade e da razão. Graças à língua é que se constroem as cidades, graças à língua podemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da ternura, do amor, da compreensão.  É a língua que torna eterno os versos dos grandes poetas, as ideias dos grandes escritores. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, se ora, se explica, se canta, se descreve, se elogia, se demonstra, se afirma. Com a língua dizemos "mãe", "querida" e "Deus". Com a língua dizemos "sim". Com a língua dizemos "eu te amo"! O que pode haver de melhor do que a língua, senhor?

O mercador levantou-se entusiasmado: - Muito bem, Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de melhor. Toma agora esta outra sacola de moedas. Vai de novo ao mercado e traz o que houver de pior, pois quero ver a tua sabedoria.

Mais uma vez, depois de algum tempo, o escravo Esopo voltou do mercado trazendo um prato coberto por um pano. O mercador recebeu-o com um sorriso: - Hum... já sei o que há de melhor. Vejamos agora o que há de pior...

O mercador descobriu o prato e ficou indignado: - O quê?! Língua? Língua outra vez? Língua? Não disseste que a língua era o que havia de melhor? Queres ser açoitado?

Esopo encarou o mercador e respondeu: - A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que separa a humanidade, que divide os povos. É a língua que usam os maus políticos quando querem nos enganar com suas falsas promessas. É a língua que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras, da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que insulta, que se acovarda, que mendiga, que xinga, que bajula, que destrói, que calunia, que vende, que seduz, que corrompe. Com a língua dizemos "morre", "canalha" e "demônio". Com a língua dizemos "não". Com a língua dizemos "eu te odeio"! Aí está, senhor, porque a língua é a pior e a melhor de todas as coisas! 

 

16. Encerro essa primeira parte desse nosso estudo com uma observação de Lloyd-Jones em o livro “Estudos no Sermão do Monte”, nossa fonte extrabíblica principal de consulta:

 

Alguém poderia indagar: “... a ira é sempre uma emoção errada?... sempre nos é proibida?. Alguma outra pessoa poderia perguntar: “Não existem ilustrações nas próprias páginas do Novo Testamento, onde o Senhor dirigiu-se aos fariseus usando termos fortíssimos?... cegos e hipócritas... néscios e tardos de coração... insensatos e cegos... Como se pode conciliar esse ensino com o capítulo 23 de Mateus onde Jesus profere “ais” contra os fariseus?... Quando Jesus proferiu aquele “ais” fê-lo judicialmente. Ele falou com a autoridade que recebera do Pai. Nosso Senhor estava anunciando seu juízo final contra os fariseus e os escribas. Na sua posição de Messias ele estava autorizado a agir assim. Jesus lhes oferecera o evangelho, e toda a oportunidade lhes fora dada. Não obstante, eles haviam rejeitado o oferecimento... Também devemos nos lembrar que Jesus sempre proferiu declarações dessa natureza contra a religião falsa e contra a hipocrisia. O que o Senhor queria realmente denunciar era a justiça própria, a qual rejeita a graça de Deus e mesmo assim pretende justificar-se diante do Senhor, ao mesmo tempo que o rejeita. Portanto, aquelas afirmações de Jesus tiveram um caráter judicial, e se você e eu pudermos afirmar que toda expressão similar que usarmos reveste-se desse mesmo caráter, então estaremos isentos da acusação de sermos culpados desse pecado. ... [Mas] a nossa ira deve dirigir-se somente contra o pecado; jamais nos devemos encolerizar contra o pecador, mas antes, sentir tristeza e compaixão por ele... Deveríamos ficar indignados diante do pecado, da hipocrisia, da injustiça e de tudo quanto é mau... Quanto mais santos [santificados] nos tornamos, mais indignação sentimos contra o pecado. Repito, entretanto, que jamais devemos nos irar contra o próprio pecador. Jamais nos devemos irar contra uma pessoa como tal; é mister fazermos distinção entre o próprio indivíduo e as ações por ele praticadas. Nunca nos devemos tornar culpados de sentir desprezo ou repúdio, ou de usar expressões que envileçam [tornem, vil, desprezível, de pouco valor] ao próximo. Conforme penso, dessa maneira poderemos traçar a linha de distinção entre essas duas coisas. É como se Cristo tivesse afirmado: “não imagine que você está sem culpa no tocante a esta injunção simplesmente porque não cometeu homicídio literal”. Portanto, qual é o estado do seu coração? Como reage às coisas que lhe acontecem? Você explode de cólera quando alguém faz algo errado contra você? Ou algumas vezes ira-se contra pessoas que nenhum mal lhe fez? Essas são as perguntas que realmente importam...

 

17. Passemos a pensar agora no segundo fato que se constitui em razão para Jesus apontar os escribas e Fariseus como errados em sua interpretação e ensino quanto a esse mandamento:

 

Nossa atitude deve ser positiva e não negativa apenas.

 

18. NÃO matar, literalmente, está correto; e Jesus até acrescenta essas outras coisas que vimos e que são formas de se matar as quais também NÃO devemos fazer.

19. Mas Jesus vai além e se expressa também de forma positiva, isto é, falando de algo que devemos positivamente fazer.

20. Esse algo está expresso nos versos 23 e 24: “... se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta.”

21. Meus irmãos, essa declaração é por demais significativa e importante para a deixarmos passar despercebida. Não podemos apenas NÃO matar literalmente, NÃO matar abrigando ira pelas pessoas em nosso coração e NÃO matar através do desprezo e de palavras que diminuem o valor das pessoas; devemos também tomar a atitude de buscar a reconciliação com as pessoas.

22. Nas palavras de Lloyd-Jones:

 

Essa questão... é tão importante que mesmo que eu já esteja defronte do altar a fim de oferecer a Deus um sacrifício, mas ali, subitamente, lembrar-me de algo que fiz ou disse, que esteja levando algum irmão a tropeçar ou escandalizar-se de alguma maneira, ou se eu notar que eu estou nutrindo pensamentos indignos e maldosos a respeito dele, ou, de qualquer outra maneira, eu esteja servindo de empecilho para a vida dele, então, conforme nosso Senhor declarou (e gostaria de dizê-lo com toda a reverência), deveríamos deixar Deus esperando pela nossa oferenda, ao invés de oferecê-la com toda essa culpa nas costas. É necessário que primeiramente eu procure consertar a situação com meu irmão. Somente depois poderei retornar e oferecer meu sacrifício [meu culto].

 

23. Porventura não é isso que Jesus diz aí? Digam-me se não é?

24. O maior prazer do Senhor reside na obediência de nossa parte à Sua Palavra. O nosso culto pode ser maravilhoso aos olhos humanos:

a.    A equipe musical pode dirigir um momento de louvor cantado de tal forma que a gente pense ser impossível melhorar;

b.    O coral pode se apresentar de forma a nos deixar boquiabertos;

c.    A congregação pode entoar louvores, fazer leituras bíblicas e orações com vigor e animação sem iguais; pode dar muitos “glória a Deus” e “Aleluia”...

d.    Mas se não houver obediência...

25. Uma poderosa ilustração desse fato encontramos em 1 Samuel 15 quando Saul desobedece a uma ordem de Deus sob pretexto de prestar-Lhe um culto. A repreensão que lhe veio, por intermédio de Samuel, está registrada no verso 22:

 

“Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros.”

 

26. Precisamos, segundo entendemos pelas palavras de Jesus e pela mensagem do Novo Testamento como um todo, dar os passos necessários para remover as causas de dificuldade entre nós e outras pessoas; precisamos buscar chegar ao estágio em que nada reste que dificulte o relacionamento entre nós e as outras pessoas.

27. E é bom que, falando de forma figurada (quem lê/ouve entenda), ao menor sinal de rotura em nossos relacionamentos tratemos logo de cozer tal rotura, assim como fazemos com uma roupa, para que ela não chegue ao ponto de ser extremamente difícil cozer ou que até mesmo se tenha que retirar do guarda roupas a roupa inteira (Veja 1 Co. 11.1, 2, 30, 31 e 32).

28. Obviamente sabemos que o bom relacionamento nem sempre acontece, sendo a razão o fato de que uma das partes ainda não tem o coração disposto para tal atitude. Entretanto, como nos orienta o Apóstolo Paulo em Romanos 12.18: “se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens”.

 

29. Tendo pensado nesses dois fatos, especialmente em a atitude positiva de buscar reconciliação, pensemos agora, por último, em:

 

A necessidade de sermos diligentes e rápidos em colocar em prática essas coisas.

 

01. Jesus diz: “Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que, de maneira nenhuma, sairás dali, enquanto não pagares o último ceitil.” (Mateus 5:25-26 RC)

02. Nas palavras de Lloyde-Jones:

 

É como se Jesus tivesse dito: “Sim, a questão é tão urgente e desesperadora quanto isso. Você deve agir prontamente, sem demorar um único instante, pois essa é a sua situação”. Foi essa a maneira de Cristo dizer que nunca nos deveríamos olvidar [esquecer] de nossa relação com Deus. Não nos convém pensarmos apenas em termos dos nossos irmãos, a quem talvez tenhamos ofendido, ou com quem talvez tenhamos alguma questão pendente; mas também devemos pensar em nós mesmos como quem está na presença de Deus. Deus é o Juiz; Deus é O Justificador. Ele está perenemente impondo-nos essas condições e Ele brande o cetro de autoridade sobre o tribunal dos céus e da terra. Ele é O Juiz, e as suas leis tem caráter absoluto, podendo cobrar de nós até o último centavo da nossa dívida moral. Portanto, que deveríamos fazer? Deveríamos entrar imediatamente em acordo com Deus. Cristo assevera aqui que estamos “a caminho”. Encontramo-nos neste mundo, encontramo-nos nesta vida, por assim dizer caminhando ao longo da estrada. Mas eis que, de repente, surge o nosso adversário, o qual diz: “e quanto àquela dívida?” Pois bem, Cristo ensina que se deve entrar em acordo imediatamente, sob pena do processo legal ter início, quando então nos será cobrado até o último centavo. É evidente que... [temos aqui uma ilustração]... Você e eu estamos vivendo neste mundo, e a lei está nos impondo condições. Essa é a lei divina. Ela estipula: Que dizer sobre a relação entre você e seu irmão, e que dizer sobre aquelas coisas más que estão arraigadas em seu coração? Você não tem dado a devida atenção a elas”. Corrija prontamente essa situação, recomenda Cristo. Talvez não estejas mais vivendo neste mundo amanhã de manhã, e então você estará indo para a eternidade nesta situação embaraçosa. “Entra em acordo sem demora com o teu adversário enquanto estás com ele no caminho...”

 

... eu devo enfrentar e reconhecer o meu pecado de modo total e absoluto; que eu ponha paradeiro a qualquer tentativa de autodefesa e autojustificação, embora aquela outra pessoa talvez tenha me provocado... Precisamos confessar diante de Deus, sem qualquer reserva, os nossos erros. Se houver qualquer coisa que eu possa fazer na prática, quanto a esses erros, preciso providenciar sem tardar. Preciso humilhar-me, preciso tornar-me, por assim dizer, insensato [insano – alguém que perdeu a razão], para fazer tudo quanto for possível com o intuito de remover a barreira e o obstáculo...

 

Conclusão

 

01. Não matarás:

a.    Não cometerás homicídio, literalmente;

b.    Não nutrirás ira em seu coração em relação a outras pessoas;

c.    Não tratarás com desprezo quem quer que seja;

d.    Não matarás com a língua, com palavras abusivas acerca de outras pessoas.

02. Além disso, se houver alguma dificuldade entre você e alguém, procure a reconciliação, e faça isso depressa.

03. É isso que Jesus está dizendo aí?

04. Se é palavra do Senhor Jesus, então concluo com aquilo que ele mesmo diz ao final do Sermão da Montanha:

 

“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha.  E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.  E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.  E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.” (Mateus 7:24-27 RC)

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

IBMuqui – Dezembro de 2012

 

Algumas referências bibliográficas:

 

LLOYD-JONES, D. Martin – Estudos no Sermão do Monte, 4ª edição em português. São Jose dos Campos – SP: Editora Fiel, 1999.

 

FILHO, Isaltino Gomes Coelho – A Atualidade dos Dez Mandamentos. São Paulo – SP: Êxodus Editora, 1997.

 

CHAMPLIN, R. N. – O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, volume 1: Mateus e Marcos, 10ª reimpressão. São Paulo – SP: Editora e Distribuidora Candeia, 1998.