domingo, 30 de setembro de 2012

Estudos no Sermão do Monte / Parte 6 – Bem aventurados os misericordiosos


BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS

 

 

Estudo baseado em:

“A Felicidade Segundo Jesus”, de Russel Shedd

e “Estudos no Sermão do Monte”, de Martyn Lloyd-Jones

 

 

“bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia”

(Mateus 5:7 RC)

 

01. Bem aventurados os Misericordiosos, é o nosso tema desta manhã.

02. Antes, porém, vamos relembrar o que já vimos até aqui nessa série de estudos sobre o sermão da montanha.

a.    Já vimos que “bem-aventurados são os humildes/pobres de espírito”, e que ser humilde de espírito significa reconhecer que diante de Deus nada somos e nada temos; dependemos inteira e desesperadamente de Jesus; somos mendigos espirituais. É certo que em Cristo temos tudo, Mas “em Cristo” e não “em nós”.

b.    Já vimos que “bem-aventurados são os que choram”, e que esse “choro”, essa “lamentação”, é por causa de nossa condição de pecadores e é por causa da condição em que estão aqueles pecadores que ainda não se renderam a Jesus e a condição do mundo por causa de muitos desses ainda não redimidos.

c.    Já vimos que “bem-aventurados” são os mansos, e que essa mansidão consiste de entregarmos a Deus o nosso “eu”, a nossa vontade pessoal, submetendo-nos à Sua vontade em tudo.

d.    Já vimos que “bem-aventurados são os que têm fome e sede de justiça”, e que essa “justiça”, e que isso significa anelar por ser completamente livre do pecado; ser positivamente santo.

e.    E vimos que:

                                  i.    Dos humildes de espírito é o reino dos céus;

                                ii.    Os que choram são consolados pela esperança que têm em Cristo, e, no tempo certo, no tempo de Deus, serão completamente consolados porque não haverá mais as causa pelas quais choram;

                               iii.    Os mansos herdarão a terra;

                               iv.    E os que têm fome e sede de justiça serão fartos, completamente satisfeitos.

03. Agora vamos ao nosso tema.

04. Comecemos por pensar sobre:

 

O QUE É MISERICÓRDIA?

 

05. O Dr. Russel Shedd em “A Felicidade Segundo Jesus” propõe duas definições principais:

a.    É uma qualidade divina pela qual a compaixão nos afeta de modo suficientemente profundo para nos fazer aliviar o sofrimento do próximo. É compaixão ativa por aqueles que sofrem. Assim como o bom samaritano, que achou o judeu ferido na estrada de Jericó e lhe demonstrou bondade inesperada, todos os misericordiosos agirão de modo semelhante.

b.    Misericordioso descreve a pessoa que perdoa o malfeitor que pratica o mal sofrido pelo inocente. É, portanto, a disposição de oferecer perdão àqueles que podem ou não merecê-lo.

06. Uma historinha contada pelo mesmo autor na mesma obra acima citada nos ajudará a ter um maior entendimento:

 

“Certo pastor, para esclarecer ao filho a diferença entre graça e misericórdia, aproveitou um ato de desobediência do filho. Disse ao filho que iria castigá-lo com dez cintadas. Quando o pai levou o filho desobediente para o quarto e lhe ordenou que se ajoelhasse ao lado da cama, só lhe deu cinco cintadas. O filho ficou perplexo: “Não fiquei de receber dez?”. “Sim”, disse o pai, “mas quero que você compreenda o que é misericórdia”. Mais tarde, o pai convidou o filho para sair e tomar um sorvete. “Mas não estou de castigo?”. “Sim, é verdade, mas quero que você entenda o que é a graça”.

 

07. Graça, amados, diz respeito a algo bom que recebemos mesmo sem merecer. E misericórdia é quando merecemos algo que consideramos ruim, como uma surra, por exemplo, mas não o recebemos.

08. Misericordioso é aquele que, mesmo sabendo que o outro merece o desprezo, punição, talvez até o abandono, não age para com ele dessa forma, antes, age com amor.

 

09. O próprio Deus é o melhor exemplo de ser misericordioso:

 

“Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade.” (Salmos 103:8 RC)

 

a.    O Salmo 136 é um salmo onde o salmista exorta a render graças ao Senhor pelos seus diversos atos de misericórdia. Nesse salmo é repetido 26 vezes o refrão: “porque a Sua misericórdia dura para sempre”

b.    Outros textos:

 

“Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia...” (Efésios 2:4 RC) e

“... o Senhor é muito misericordioso e piedoso.” (Tiago 5:11 RC)

 

10. Por ser Deus misericordioso, Ele exige que as suas criaturas, aquelas que foram criadas à Sua imagem, nós, portanto, também sejam misericordiosas.

 

a.    O profeta Miquéias, com muita propriedade, dirigido pelo Espírito Santo de Deus, deixou registradas as seguintes palavras:

 

“Com que me apresentarei ao SENHOR e me inclinarei ante o Deus excelso? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros, de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu corpo, pelo pecado da minha alma? Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.” (Miquéias 6:6-8 RA)

 

b.    Na época dos apóstolos os rabis ordenavam que se exercesse misericórdia no sentido de perdão a um irmão que pecara contra o outro, até três vezes. Nesse contexto Pedro chega diante de Jesus e até é excepcional sugerindo o dobro e mais um para o número de perdão, mas Jesus vai além... veja o texto:

 

“Então, Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete.” (Mateus 18:21-22 RC)

 

11. O Senhor quer que o seu povo seja um povo misericordioso, que exerça misericórdia de maneira rica, abundante, nas situações fáceis, bem como nas difíceis.

 

12. Então, resumindo,

 

a.    misericórdia é a compaixão em ação, é manifestação de bondade, de perdão, mesmo àqueles que só merecem o desprezo, o abandono e a punição.

b.    Deus é o maior exemplo de ser misericordioso, Ele é o Pai das Misericórdias,

c.    e requer dos seus que sejam misericordiosos assim como Ele o é – É isso que Deus requer de nós, e nada menos que isso. 

 

13. Já entendemos bem o que é misericórdia, e já vimos que devemos ser misericordiosos porque Deus requer isso de nós. Vejamos, entretanto,

 

MAIS ALGUMAS RAZÕES PARA O EXERCÍCIO DA MISERICÓRDIA

 

14. Vejamos quatro razões:

 

a.    Os misericordiosos têm motivo para esperar misericórdia da parte de Deus.

                                  i.    Não queremos dizer com isso que alguém será salvo por boas obras. De forma alguma, pois Efésios 2.8 e 9 diz que é pela graça que somos salvos, e que isto não vem de nós, é dom de Deus; não vem das obras para que ninguém se glorie (pedir alguém para ler o texto).

                                ii.    Mas os que já são salvos pela graça de Deus e exercem misericórdia em abundância, são e serão objetos da abundante misericórdia divina.

 

b.    A segunda razão está no fato de que levamos o nome de Deus.

                                  i.    Nascemos de novo do Espírito Santo;

                                ii.    somos filhos de Deus, o povo de Deus,

                               iii.    e como poderemos não evidenciar algumas características do Pai que nos deu vida?

1.    Quando estudamos 1 João vemos que o filho de Deus não vive pecando porque o que permanece nele é a divina semente, uma metáfora biológica utilizada por João para demonstrar que aqueles que se tornam filhos de Deus pela fé em Jesus passam a possuir a natureza de Deus. O termo “semente” é tradução da palavra “sperma”.

                               iv.    Sendo assim, o filho de Deus não apenas “não vive pecando”, como “vive a evidenciar características do Pai”, sendo uma delas a misericórdia.

                                v.    Você leva o nome de Deus? Você é filho de Deus? Você age misericordiosamente para com as pessoas?...

 

c.    Terceira razão: Jesus nos deixou o exemplo para seguirmos as suas pisadas.

 

d.    E a quarta razão é: Há galardões que serão dados copiosamente aos misericordiosos.

                                  i.    Em Mateus 10.42 Jesus diz haverá galardão até por um copo de água fria que for oferecido.

 

15. Mas fará bem observarmos o seguinte:

 

a.    Há pessoas que têm um dom especial de exercer misericórdia.

                                  i.    Romanos 12.8 mostra a existência desse dom (veja o texto).

                                ii.    Muitos há que suportam males e afronta no exercício da misericórdia, sem desistir. Veja as histórias de “José” e do capelão “Khoo” a partir da página 79 do livro “A Felicidade Segundo Jesus”.

                               iii.    Quantas pessoas poderiam procurar um bom emprego, que lhes renderia um bom salário, mas gastam suas forças tentando resgatar bandidos, drogados, prostitutas, meninos de rua...? As suas escolhas e valores são orientados pela misericórdia.

 

16. Feita essa observação, passemos a considerar agora,

 

O GALARDÃO DOS MISERICORDIOSOS

 

17. Qual é?

18. O que diz o texto?

a.    “alcançarão misericórdia”

19. E como é que alcançaremos misericórdia?

20. Veja a consideração de Martyn Lloyd-Jones:

 

Ø  Oh, sim, naquele dia haveremos de precisar de misericórdia;

Ø  no fim, precisaremos de misericórdia,

Ø  no dia do julgamento, quando cada um de nós tiver de postar-se de pé diante do tribunal de Cristo, prestando-lhe contas por aquilo que tivermos feito por intermédio do corpo (precisaremos de misericórdia).

Ø  Certamente transparecerão ali coisas erradas e pecaminosas, e, naquele dia, precisaremos da misericórdia do Senhor.

Ø  Mas, graças a Deus,

o   se a graça de Cristo está em nós,

o   se o Espírito do Senhor está em nós,

o   e (por conta disso) somos misericordiosos,

o   haveremos de receber misericórdia naquele dia.

Ø  O que me torna misericordioso é a graça de Deus.

Ø  A graça divina torna-me, de fato, misericordioso.

Ø  Por conseguinte, tudo gira em torno desse conceito.

o   Se ali eu não for considerado misericordioso, então é que jamais pude entender a graça e a misericórdia de Deus,

o   é que estou fora de Cristo,

o   é que ainda estou em meus pecados,

o   é que ainda não fui perdoado”...

 

 

Estudo baseado em “A Felicidade Segundo Jesus”, de Russel Shedd

e “Estudos no Sermão do Monte”, de Martyn Lloyd-Jones

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Dez razões para frequentar a Escola Bíblica Dominical

 


 

DEZ RAZÕES PARA FREQUENTAR A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

 

 

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1 - Do ponto de vista da santidade:

 

Ela ensina a Bíblia, que é a base de nossa fé em Deus e conduz a Cristo como salvador e Senhor de cada individuo (Salmos 119:105)

 

2 - Do ponto de vista da educação:

 

Treina a mente e o coração em direção a eternidade (Salmos: 90:02)


3 - Do ponto de vista da sociedade:


Habilita você a gozar da amizade e companheirismo de cristãos sinceros (Provérbios 17:17)


4 - Do ponto de vista da personalidade:


Ajuda a desenvolver a personalidade cristã necessária para enfrentar vitoriosamente os problemas da vida (João 16:33)


5 - Do ponto de vista do caráter:


O principal objetivo da Escola Dominical é ensinar-nos a ser cristãos exemplares em palavras e atos (1 João 3:18)


6 - Do ponto de vista do interesse:


Apresentar programas interessantes para seu prazer e cultura (Provérbios 29:26)


7 - Do ponto de vista da Família:


Existe uma classe para cada idade, e a família toda pode ir e tirar proveito dos ensinos recebidos (Salmos 122:1)


8 - Do ponto de vista do serviço:


Dá ampla oportunidade para servir a Deus e á igreja, em atividades que não serão possíveis em qualquer outro lugar (Colossenses 04:05)


9 - Do ponto de vista da eternidade:


Dirige nossos olhos para o céu e nos faz compreender que devemos preparar-nos para uma outra vida além da sepultura (Mateus 10:39)


10 - Do ponto de vista prático:


O intervalo de uma hora ou mais que passamos na Escola Dominical, cada domingo, não poderia ser empregado com maior proveito em qualquer outro lugar (Mateus 06:33)

 

Fonte: http://centralamericana.fotopages.com/?entry=510424

domingo, 23 de setembro de 2012

Você decide


VOCÊ DECIDE

 

1.    Texto:

 

“Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam, porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (At. 17:30-31 RC)

 

2.    Contexto:

a.    Paulo em Atenas aguardando a vinda de Silas e Timóteo.

b.    Enquanto isso, seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade entregue à idolatria. Havia altares dedicados a vários deuses, e por temor e para não ser injusto com nenhum, havia até um altar em que estava escrito “Ao Deus Desconhecido”.

c.    Diante disso, Paulo começou a pregar nas sinagogas dos judeus e nas praças, disputando com os judeus religiosos e com quem se apresentava nas praças, incluindo os filósofos epicureus (Seguidores do filósofo Epicuro, que morreu em 270 a.C. Ele ensinava que o maior bem na vida é a felicidade, entendida como a libertação do sofrimento e do medo – B.O. 3.0 – módulo avançado - SBB) e estoicos (Seguidor do filósofo grego Zenon, que morreu em 265 a.C. Zenon ensinava que o mais alto objetivo do ser humano é viver de acordo com a sua razão e praticar a virtude. Esta consiste em dominar as paixões, em não sentir-se atraído pelo prazer e em não se deixar vencer pelo sofrimento – B.O. 3.0 – módulo avançado - SBB).  

d.    Paulo foi levado ao areópago, o tribunal ateniense que tratava de leis, religião e educação[1], e foi questionado sobre o que estava pregando.

e.    Diante de tal questionamento Paulo lhes anuncia o Deus verdadeiro e lhes transmite a mensagem dos versículos supracitados.

3.    O que nos dizem estes versículos?

4.    Vejamos:

 

 

I. Deus tem um dia marcado para a consumação de todas as coisas, um dia em que, como diz o texto, com justiça há de julgar o mundo.

 

 

1.    Em Mateus 25 encontramos que

 

“... quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo... dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mateus 25:31-34, 41 RC)

 

2.    O Apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, fala sobre um dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo. (Romanos 2:16 RC)

3.    O Apóstolo Pedro diz em sua segunda carta que

 

“... os céus e a terra que agora existem... se reservam como tesouro e se guardam para o fogo, até o Dia do Juízo e da perdição dos homens ímpios... o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão.” (2 Pedro 3:10 RC)

 

4.    Um texto bem interessante é o que encontramos no final do último livro do Antigo Testamento:

 

Vós dizeis: Inútil é servir a Deus; que nos aproveitou termos cuidado em guardar os seus preceitos e em andar de luto diante do SENHOR dos Exércitos? Ora, pois, nós reputamos por felizes os soberbos; também os que cometem impiedade prosperam, sim, eles tentam ao SENHOR e escapam.

 

Então, os que temiam ao SENHOR falavam uns aos outros; o SENHOR atentava e ouvia; havia um memorial escrito diante dele para os que temem ao SENHOR e para os que se lembram do seu nome. Eles serão para mim particular tesouro, naquele dia que prepararei, diz o SENHOR dos Exércitos; poupa-los-ei como um homem poupa a seu filho que o serve. Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve. Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo. Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria” (Malaquias 3:14-4:2)

 

5.    William Shakespeare escreveu há muito tempo atrás:

 

"O céu ainda está acima de tudo. E lá preside um juiz que nenhum rei pode corromper”.[2]

 

6.    Deus tem um dia marcado para a consumação de todas as coisas, um dia em que, como diz o texto, com justiça há de julgar o mundo. Quando será? Ninguém o sabe! Jesus disse que

 

“daquele Dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai” (Mateus 24:36 RC).

 

7.    Mas há um dia predeterminado, e isso é o que nos importa saber.

 

 

II. Jesus hoje é o nosso Parakleto, mas vem o dia em que ele será o Juiz.

 

 

1.    1 João 2.1 traz-nos a informação de que Jesus, no presente, é o nosso advogado.

2.    A palavra utilizada ali por Advogado é Parakleto, significando alguém que está ao lado de uma pessoa para defendê-la, alguém que intercede por esta pessoa.

 

Conta-nos um determinado pregador que quando ele estava pregando no sul dos Estados Unidos, o pastor local lhe chamou a atenção para um irmão já idoso da igreja. "Quando começou a Guerra Civil", disse ele, "aquele homem morava no sul e alistou-se no exército. O general o selecionou enviando-o como espião ao exército do norte. Como você sabe, exércitos não têm qualquer clemência quanto a espiões quando são apanhados. E ele foi descoberto. Foi levado à Corte Marcial e condenado a ser fuzilado. Enquanto estava na cela, aguardando a execução, proferia todo tipo de palavras ofensivas a Abraão Lincoln. Certo dia um oficial do norte veio até a prisão e entrou em sua cela. O prisioneiro, cheio de ira, pensava haver chegado a hora de seu fuzilamento. Porém, o oficial comunicou que estava livre, entregando-lhe um papel assinado por Lincoln. Disse-lhe que podia voltar para sua esposa e filhos. Aquele homem que antes estava cheio de ódio, perguntou ao oficial: 'Abraão Lincoln me perdoou? Eu nunca falei uma palavra boa a seu respeito'. A resposta do oficial foi: 'Se você tivesse o que merece, seria fuzilado, mas porque alguém intercedeu por você em Washington, foi perdoado e agora está livre'.[3]

 

3.    A história daquele homem ilustra bem a nossa situação diante de Deus. Estávamos perdidos, condenados, mas Jesus veio e intercedeu por nós. Satisfez, primeiramente, ele mesmo a justiça divina, e agora está a interceder por nós diante do Pai.

4.    Mas não podemos nos esquecer que chegará o tempo, conforme somos informados no texto que lemos e outros mais, que chegará o dia em que Jesus não poderá mais interceder por nós, porque ele será o juiz. O tempo da graça já terá se expirado.

5.    Tem uma história interessante que ouvi há algum tempo que diz respeito a alguém que tinha um amigo que era um muito bom advogado. Esse alguém sempre estava a cometer delitos que o levavam perante o juiz e sempre chamava seu amigo advogado para defendê-lo e era livre. Entretanto, numa ocasião, para sua surpresa, não pôde mais ser defendido por esse seu amigo, porque ele já não era mais um advogado, e sim o juiz daquela comarca.

6.    Meu amado, hoje Jesus intercede por você, mas virá o dia em que ele será o juiz...

 

 

III. Enquanto esse dia não chega, a oportunidade para arrependimento e conseqüente absolvição está aberta, franqueada e sendo oferecida a todos, mas a decisão por arrepender-se e ser absolvido ou não é uma decisão individual.

 

 

1.    Cecil Pavson conta o seguinte e interessante episódio:

 

Na Capela Keble do Colégio de Oxford, acha-se o original da pintura de Holman Hunt, intitulada "A Luz do Mundo". A que se encontra na Catedral de São Paulo, em Londres, ainda que lindíssima, é uma réplica daquela. Como é sabido, a pintura apresenta Cristo segurando uma lanterna e batendo numa porta fechada. Quando fui a Oxford, visitei a Capela. Não havia ali ninguém, senão o zelador. Bondosamente, ele me conduziu ao local, onde a pintura se achava guardada num estojo de madeira. Colocou-a na posição em que eu poderia contemplá-la em plena luz e, depois, abriu o estojo. Fiquei tão absorvido na contemplação da pintura, que esqueci que não estava só. Comecei a pensar e expressar, em voz alta, o que me ia no pensamento! "Então o trinco da porta está pelo lado de dentro!" E o zelador, que estava atrás de mim, acrescentou, incontinenti: "Sim, o senhor terá de permitir que Ele entre!"[4]

 

2.    Essa, amados, é uma grande verdade! Em Apocalipse 3.20 Jesus diz à igreja de Laodicéia:

 

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo”.

 

3.    Nos evangelhos encontramos Jesus sempre tratando as pessoas com amor, com interesse pela resolução de seus problemas e pela sua salvação, mas nunca encontramos Jesus forçando alguém a seguí-lo. Ele sempre convida, mas nunca força.

a.    Assim é que o encontramos convidando a ir a ele, em Mateus 11.28 e 29, quem se sente cansado e oprimido;

b.    assim é que o encontramos convidando, em João 7.37, aos espiritualmente sedentos, a irem a ele e beberem da água que ele dá, a água viva;

c.    e assim é que o encontramos, em Marcos 10.17ss., deixando ir embora, mesmo tendo se simpatizado com ele, o mancebo de qualidade, sem forçá-lo a fazer o que ele, de fato, não tinha disposição para fazer.

4.    Jesus não força ninguém.

a.    A oportunidade de arrependimento está aberta, franqueada e oferecida a todos; a oportunidade de entrar no céu está aberta a todos.

b.    O caminho é Jesus, mas ele não força ninguém a entrar por ele.

c.    Ele convence, pelo Seu Espírito, acerca da necessidade de se entrar pelo Caminho, disponibiliza o Caminho, que é ele mesmo, convida as pessoas a entrarem pelo Caminho, insiste até, mas não força.

d.    É preciso que você tome uma decisão pessoal.

 

 

Conclusão

 

 

1.    João Falcão Sobrinho, em uma das edições de O Jornal Batista conta uma história interessante acontecida com o Pr. Davi Baeta Mota. Diz ele que

 

O Pr. Davi Baeta Mota contou, certa vez, que estava em um congresso em Guarapari, quando, no intervalo da programação, foi andar pela praia. De repente, veio ao seu encontro uma jovem cigana com as suas roupas coloridas e pediu: "Me paga uma água de coco? É um real!" Ele parou, olhou dentro dos olhos da moça e respondeu: "Sim, eu pago um coco para você se você me deixar ler a sua mão". É claro que a moça ficou surpresa. Ela estava ali para ler a mão dos outros e não para que sua mão fosse lida. Sorrindo desconfiada, estendeu a mão. O pr Davi apontou para a palma da mão da jovem e foi dizendo: "Olha, estou vendo uma letra, a letra "M", "M" de morte. Um dia você vai morrer. Mas olhando bem deste outro lado, estou vendo, na palma da sua mão, a letra "V", "V" de vida. Se você aceitar Jesus como seu Salvador, Ele perdoará os seus pecados, transformará o seu coração e lhe dará a vida eterna". Em poucos minutos, o pastor falou para a jovem cigana sobre o amor de Deus, sobre o valor da morte de Jesus na cruz do Calvário, sobre a necessidade de cada pessoa fazer a sua decisão aceitando a oferta do amor de Deus em Cristo. Terminada a leitura, pagou a água de coco para a cigana e orou por ela, para que ela abrisse o coração para Jesus.[5]

 

2.    Hoje vimos que:

a.    Deus tem um dia marcado para a consumação de todas as coisas, um dia em que, como diz o texto, com justiça há de julgar o mundo;

b.    Jesus hoje é o nosso Parakleto, o nosso Advogado, mas vem o dia em que ele será o Juiz e

c.    Enquanto esse dia não chega, a oportunidade para arrependimento e conseqüente absolvição está aberta, franqueada e sendo oferecida a todos, mas a decisão por arrepender-se e ser absolvido ou não é uma decisão individual.

3.    O que você pretende fazer a respeito?

4.    A decisão é sua!

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves



[1] Bíblia Online 3.0 – Módulo Avançado – SBB

[2] Citação extraída do e-book de sermões e ilustrações, do Pr. Walter Pacheco

[3] História extraída do e-book de sermões e ilustrações, do Pr. Walter Pacheco.

[4] Ibid.

[5] Ibid.