quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Flores onde Deus nos plantou

FLORES ONDE DEUS NOS PLANTOU

 

“Peço-te por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões”

 

Diz-se de Francisco de Sales que ele tinha uma frase a qual gostava sempre de repetir: “É preciso dar flores onde Deus nos plantou”.

           

Li de um tal Marcel M. Desmarais, que ele conhecia bem essa frase, bem como a mensagem que ela transmitia. Porém, ele mesmo conta que pôde entendê-la melhor ainda, ao viver certa experiência. Com suas próprias palavras:

 

“Há muito que eu conhecia a sabedoria e a força dessa frase que Francisco de Sales gostava de repetir. Nunca, no entanto, pude avaliar todo o seu alcance como numa visita que fiz a um hospital de Montreal. Um conjunto de circunstâncias providenciais me fez entrar em contato com um dos doentes, rapaz com 23 anos de idade e paralítico desde a infância. Tinha de permanecer de barriga para baixo durante longos períodos. Contudo, raramente encontrei alguém tão calmo e feliz. Toda a sua pessoa irradiava uma serenidade profunda. Era um inválido permanente que conseguia reerguer o moral de uma multidão de doentes, pois, esse moço, de alma apostólica, redigia esplêndidos boletins que eram policopiados e distribuídos por todo o hospital. Eis alguém que conseguiu desabrochar e dar flores, apesar da aridez do solo em que Deus o plantou”.

 

Paulo também, no texto sobreposto, Filemom 1:10, mostra-nos que nem as prisões o impediam de desabrochar e dar flores. Onésimo foi gerado por ele nas prisões. E não só Onésimo, mas muitos outros. Em Efésios 6:20 Paulo se autodenomina Embaixador em cadeias.

 

Deus nos plantou aqui neste lugar, e Ele quer que floresçamos. Este terreno, onde Deus nos plantou, em comparação com os em que Paulo e muitos outros foram plantados, é mais que excelente, e, penso eu, que se não florescermos, como igreja e como indivíduos, não haverá desculpas que possamos apresentar diante de Deus, tendo nós apenas que confessar a nossa falha, e isso com muita humildade.

 

Estamos em tempo de recolher ofertas para Missões Nacionais. São ofertas que enviamos no intuito de, podemos assim dizer, ajudar outros a florescerem lá onde não alcançamos por nós mesmos. Isso é ótimo e é maravilhoso! Significa que estamos florescendo também, ainda que “por tabela”, através de nossos missionários, lá... distante de onde estamos. Mas não fará sentido enviarmos ofertas nesse intuito se não florescermos nós mesmos, aqui onde Deus nos colocou.

           

Convido os irmãos a refletirem sobre isso, lembrando-se também daquilo que Jesus falou e que João registrou: “Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto... eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto...” João 15.8 e 16

 

No Senhor,

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

terça-feira, 30 de outubro de 2012

É preciso viver a verdade para entendê-la


É PRECISO VIVER A VERDADE PARA ENTENDÊ-LA

 

           

1.    Nas duas últimas quintas feiras vimos sobre a Palavra de Deus.

2.    Citamos George Mueller que disse, basicamente, que o vigor de nossa vida cristã está na proporção exata que a Palavra de Deus ocupa em nossas vidas;

3.    Vimos Moody afirmando que crescemos na fé na medida em que estudamos a Palavra de Deus;

4.    Vimos Davi se expressando sobre, dentre outras coisas, a perfeição, a fidelidade, a retidão, a pureza e a preciosidade da Palavra de Deus;

5.    E vimos também que podemos confiar 100% na Palavra de Deus e que devemos meditar nela todos os dias porque, dentre outras coisas, ela nos diz como ser libertos do pecado e nos a distinguir entre o ensino verdadeiro e o falso.

6.    Hoje, ainda sobre a Palavra de Deus, usando Tozer como fonte, quero pensar com os irmãos que “É PRECISO VIVER A VERDADE PARA ENTENDÊ-LA”.

7.    Antes de prosseguir, leiamos João 8.32 e Mateus 7.21-27.

8.    Assim escreveu Tozer, no passado:

 

... É preciso viver a verdade para entendê-la... a doutrina bíblica será totalmente ineficaz enquanto não for digerida e assimilada pela vida total. Esta verdade é de tremenda importância para todos nós. A essência dessa convicção é que existe uma diferença, uma imensa diferença entre fato e verdade. Nas Escrituras, verdade é mais que um fato. Um fato pode ser algo isolado, impessoal, frio e totalmente dissociado da vida. Por outro lado, a verdade é cálida, vívida, espiritual. Um fato teológico pode ser mantido na mente durante uma vida inteira sem produzir nenhum efeito positivo no caráter moral; mas a verdade é criadora, salvadora, transformadora, e sempre muda aquele que a recebe num homem mais humilde e mais santo. Pensando assim, então, em que ponto um fato teológico se torna uma verdade vivificante para aquele que o sustenta? A resposta é: No ponto em que a obediência começa. Quando a fé consegue o consentimento da vontade para uma entrega irrevogável a Cristo como Senhor, a verdade começa sua obra salvadora e iluminadora. Somente nesse ponto, e nem um segundo antes. / Em seu conflito com os religiosos de seus dias, o nosso Senhor muitas vezes proferia breves declarações que servem como chaves para abrir imensos e preciosos depósitos de verdade. Uma delas acha-se em João 7:17: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de Deus ou se eu falo de mim mesmo.” Segundo A. T. Robertson a palavra “conhecerá”, neste texto, indica conhecimento experimental resultante da pronta disposição para fazer a vontade de Deus. Se quisermos conhecer o verdadeiro significado interior dos ensinamentos bíblicos, precisamos estar prontos a obedecer. Os fatos teológicos são como o altar de Elias no Carmelo antes de vir o fogo: correto, erigido adequadamente, mas totalmente frio. / Quando o homem se rende para não apenas conhecer, mas praticar o que a Bíblia diz, então “cai o fogo” e os fatos reais se transmutam em verdade espiritual que transforma, ilumina e santifica. A verdade por si só não nos pode ajudar enquanto não nos tornamos participantes dela. Só possuímos o que conhecemos por experiência. Gregório, que viveu no século catorze, ensinava que o entendimento e a participação são inseparáveis na vida espiritual: “Quem procura entender mandamentos sem obedecer a mandamentos, e procura adquirir esse entendimento pelo estudo e pela leitura (apenas), é como alguém que toma sombra pela realidade. O verdadeiro entendimento da verdade é dado aos que dela se tornam participantes, que a provaram pelo viver...

 

9.    Jesus certa vez disse (Já lemos esse texto) que o conhecimento da verdade traz libertação: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8.32).

10. Mas foi Jesus também quem disse que o homem que ouve (toma, portanto, conhecimento) mas não pratica a sua palavra, parece que está firme, mas não está; cairá quando vier a provação porque não foi de fato liberto. E se não foi liberto de fato, é porque não a conheceu de verdade. Tomou conhecimento do que ela diz, mas não a conheceu no real sentido do termo. Só conhece verdadeiramente a Palavra de Deus, a verdade, aquele que a pratica. É preciso viver a verdade para realmente entendê-la.

11. Diante disso, pergunte-se: Quem sou eu?

a.    Sou alguém que conheço a verdade de Deus revelada em Sua Palavra porque vivo os seus preceitos,

b.    ou sou alguém que apenas tem na mente alguma informação “sobre a” e “da” Palavra, mas não a conheço de verdade porque não vivo o que ela diz?

12. Dar uma resposta sincera a esta pergunta, uma resposta refletida, será algo muito importante. Quem sabe não chegaremos a uma constatação que poderá servir de base para uma mudança radical em nossas vidas?

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

UM POUCO MAIS SOBRE A BÍBLIA, A PALAVRA DE DEUS

 

UM POUCO MAIS SOBRE A BÍBLIA, A PALAVRA DE DEUS

 

1.    Quinta-feira passada estudamos sobre a Palavra de Deus.

2.    Vimos o que George Mueller disse sobre a Palavra de Deus:

 

“O vigor de nossa vida espiritual está na proporção exata do lugar que a Bíblia ocupa em nossas vidas e em nossos pensamentos. Faço esta declaração solenemente, baseado na experiência de cinqüenta e quatro anos. Nos primeiros três anos após minha conversão, negligenciei a Palavra de Deus. Mas desde comecei a pesquisá-la diligentemente tenho sido maravilhosamente abençoado. Já li a Bíblia todas cem vezes, e sempre com maior deleite. Cada vez se me apresenta um livro novo. Grande tem sido a bênção recebida do seu estudo seguido, diligente e cotidiano. Considero perdido o dia em que não me detive a meditá-la”

 

3.    Vimos o que Moody disse:

 

“Orei pedindo fé, e pensei que algum dia ela cairia e me atingiria como um raio. Mas parecia que a fé não vinha. Um dia li, no capítulo 10 de Romanos que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus. Tinha fechado a minha Bíblia e orara pedindo fé. Mas então abri a minha Bíblia e comecei a estudá-la. Desde então a minha fé vem sempre aumentando”

 

4.    E vimos o que disse Davi no Salmo 19.7-11:

 

“A lei do SENHOR é perfeita e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e alumia os olhos. O temor do SENHOR é limpo e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente.  Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos.  Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar grande recompensa.” (RC)

 

5.    Hoje vamos pensar um pouco mais sobre a Palavra de Deus utilizando-nos para isso de um estudo de Earl Adams, que consiste de perguntas cujas respostas se encontram nos textos sugeridos para leitura.

6.    Vamos lá:

 

a.    Podemos nós realmente confiar na Bíblia como a Palavra de Deus? –  2 Timóteo 3:16 – 2 Samuel 23:2 – Marcos 12:36 – 2 Pedro 1:20-21 – 1 Reis 8:56 - Salmo 18:30 - A Palavra de Deus é totalmente isenta e incapaz de ter a menor falha ou erro.

b.    Quão freqüentemente devemos nós ler a Bíblia? – Deuteronômio 6:6 – Deuteronômio 17:19 – Josué 1:8 – A Bíblia é para leitura e meditação diárias, cotidianas, todos e cada dia. Meditar sobre ela dia e noite significa "Continuamente". Não significa ler a Bíblia somente quando não temos nada "mais interessante" ou "mais importante e urgente" a fazer, nem somente quando precisamos, nem somente quando sentimos vontade.

c.    Por que é tão importante lermos a Bíblia todos e cada dia? – João 8:32 – João 14:6

                             I.        Ler a Bíblia nos diz como ser libertos do pecado [que nos tentará neste ou em breve dia] – João 12:50 – Atos 17:11

                            II.        Ler a Bíblia nos ajuda a reconhecer ensino verdadeiro e ensino falso [que nos tentará neste ou em breve dia] – Salmo 19:7-11

                           III.        Ler a Bíblia nos adverte a respeito de coisas que quererão nos fazer mal [que nos tentarão neste ou em breve dia] – Salmo 119:105

                          IV.        Ler a Bíblia nos guiará no viver diário [particularmente para este ou breve dia] – Provérbios 6:22

                           V.        Ler a Bíblia nos proverá de bom conselho para nossos problemas [particularmente para este ou breve dia]

d.    Em conclusão: Deus nos pede (ordena) para estarmos prontos:
2Timóteo 4:1-5 – Deuteronômio 11:18

 

7.     Sendo assim, amados, leiamos a Bíblia, todos os dias, perseverantemente, em oração e com bastante atenção.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

A Palavra do Senhor

A PALAVRA DO SENHOR

 

1.    Leia o Salmo 1.1-2 e 19:7-11

2.    George Muller disse certa vez acerca da Bíblia, a Palavra de Deus:

 

“O vigor de nossa vida espiritual está na proporção exata do lugar que a Bíblia ocupa em nossas vidas e em nossos pensamentos. Faço esta declaração solenemente, baseado na experiência de cinqüenta e quatro anos. Nos primeiros três anos após minha conversão, negligenciei a Palavra de Deus. Mas desde comecei a pesquisá-la diligentemente tenho sido maravilhosamente abençoado. Já li a Bíblia todas cem vezes, e sempre com maior deleite. Cada vez se me apresenta um livro novo. Grande tem sido a bênção recebida do seu estudo seguido, diligente e cotidiano. Considero perdido o dia em que não me detive a meditá-la”.

 

3.    Também Moody disse:

 

“Orei pedindo fé, e pensei que algum dia ela cairia e me atingiria como um raio. Mas parecia que a fé não vinha. Um dia li, no capítulo 10 de Romanos que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus. Tinha fechado a minha Bíblia e orara pedindo fé. Mas então abri a minha Bíblia e comecei a estudá-la. Desde então a minha fé vem sempre aumentando”.

       

4.    Estes dois homens, dentre muitos outros são grandes exemplos de quão verdadeiramente felizes são os que meditam na Palavra de Deus, os que nela têm prazer.

5.    Davi, no Salmo 19, descreve a Palavra de Deus de seis formas:

a.    LEI – Isto é, a vontade de Deus revelada. Esta é perfeita e tem o poder de restaurar a alma.

b.    TESTEMUNHO – O mesmo que verdade. Este é fiel e traz sabedoria.

c.    PRECEITOS – Isto é, ordens específicas. Estes são retos e não trazem tristeza, antes, alegram o coração.

d.    MANDAMENTO – Instruções imbuídas de autoridade. São instruções puras e que iluminam os nossos olhos, ou abrem as nossas menmtes para o que é bom.

e.    TEMOR – Isto é, confiança reverente que a Palavra de Deus produz no seu povo. É um temor límpido, ou seja, puro, nítido, transparente.

f.     JUÏZOS – Decisões relacionadas a situações específicas da vida humana. Estes são verdadeiros e justos.

6.    Estas coisas, para o salmista eram mais desejáveis do que o mais puro ouro; mais doces que o puro mel; e é por elas que ele era admoestado, e se considerava recompensado quando os guardava.

7.    Precisamos estudar a Bíblia. Ela é magnífica! Afinal, ela é a Palavra de Deus!

8.    Conta-se que certa vez, em Londres, houve um encontro de grandes psicólogos, e um dos palestrantes disse sobre a Bíblia: “Se a nossa clientela vivesse os princípios normativos e formadores da Bíblia, nós, psicólogos, poderíamos ir pescar”.

9.    Infelizmente, mesmo entre nós cristãos, não são todos os que estudam e fazem o que está na Bíblia.

10. Conclamo aos irmãos a que sejamos diligentes no estudo da Palavra do Senhor; e não apenas diligentes no estudo, mas também diligentes em cumprir o que ela nos diz.

 

Pr. Walmir

domingo, 21 de outubro de 2012

Estudos no Sermão do Monte / parte 8 – Bem aventurados os pacificadores


BEM-AVENTURADOS OS PACIFICADORES

 

Baseado em “A Felicidade Segundo Jesus”, de Russel P. Shedd

 

“bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”

(Mateus 5:9)

 

01. Bem aventurados os pacificadores... mas, o que é um pacificador?

a.    De uma maneira bem simples, podemos dizer que pacificador é aquela pessoa que faz e promove a paz.

02. Existem três tipos de paz:

a.    A paz que os homens podem desfrutar com Deus;

b.    A paz que une os homens nos seus relacionamentos;

c.    A paz que transborda do coração do homem que está em paz com Deus.

03. A paz com Deus, obviamente, tem a primazia.

a.    O homem, ao tornar-se pecador, no Éden, foi separado de Deus, e perdeu a paz com Ele. Tornou-se inimigo de Deus. Esta inimizade demonstra-se de duas maneiras mais específicas:

                                  i.    Primeiro ela demonstra-se pela indiferença para com Deus.

1.    O homem não se interessa em buscar um relacionamento vital com Deus.

2.    Vira as costas para o seu Criador e deliberadamente se faz de surdo quando Ele chama.

                                ii.    E segundo, ela demonstra-se mediante a idolatria.

1.    Em vez de adorar o Criador, faz seus próprios deuses e lhes presta honrarias e a devoção devidas somente ao próprio Deus.

b.    Consequentemente, o homem não tem paz com Deus, pois tem sobre si a “ira” desse mesmo Deus, ou, “a manifestação da justiça de Deus”.

                                  i.    Há abundância de textos na bíblia que falam sobre a manifestação da justiça de Divina sobre os pecadores em termos de “a Sua ira” ou “a Sua vingança”.

                                ii.    Um sermão que foi pregado no século XVIII por Jonatham Edwards e que ficou famosos, teve como título “Pecadores nas Mãos de um Deus Irado”. Leia um pequeno trecho em que ele fala sobre o poder que Deus tem de realizar o seu juízo:

 

Não falta poder a Deus para lançar os ímpios no inferno a qualquer momento. A mão dos homens não é suficientemente forte quando Deus se levanta. O mais forte deles não tem poder para resistir-lhe, e ninguém consegue se livrar de suas mãos.Ele não só pode lançar os ímpios no inferno, como pode fazê-lo com a maior facilidade. Muitas vezes, uma autoridade terrena encontra grande dificuldade em dominar um rebelde, o qual acha meios de se fortalecer e se tornar mais poderoso pelo número de seguidores que alicia. Mas com Deus não é assim. Não há força que resista ao seu poder. Mesmo que as mãos se unam, e que enormes multidões de inimigos do Senhor juntem suas forças e se associem, serão todos facilmente despedaçados. São como montes de palha seca e leve diante de um furacão, ou como grande quantidade de restolho perto de chamas devoradoras. Nós achamos fácil pisar e esmagar uma lagarta que se arrasta pelo chão. Achamos fácil também cortar ou chamuscar um fio de linha fino que segura alguma coisa. Então, é simples para Deus, quando lhe apraz, lançar seus inimigos no inferno profundo. Quem somos nós, que imaginamos poder resistir Àquele ante cuja repreensão a terra treme, e perante quem as pedras tombam?[1]

 

                               iii.    Isso deveria nos fazer temer e, literalmente, tremer.

 

c.    Irmãos, Deus é infinitamente santo, e não pode ter comunhão e paz com Ele quem vive na prática do pecado.

d.    Mas – louvado seja Deus! – para solucionar esse problema Deus enviou Jesus, para em seu sangue sermos purificados de nosso pecado e termos paz com Ele.

                                  i.    Agora podemos ter paz com Deus, e,

                                ii.    bem-aventurados são os pacificadores, aqueles que trabalham para que esta paz seja realizada na vida de outras pessoas.

 

04. Nesse sentido:

 

JESUS É O PACIFICADOR EXEMPLAR

 

05. Jesus é o pacificador exemplar porque que ofereceu voluntariamente seu sangue na cruz.

a.    Em 2 Coríntios 5.20, Paulo mostra que agora, por Cristo Jesus, podemos rogar às pessoas que se reconciliem com Deus.

b.    Em Efésios 2.14-16 vemos o mesmo Paulo dizendo que Jesus é a nossa paz, por fazer de judeus e gentios um só corpo, e reconciliar-nos com Deus, por intermédio da cruz, pela qual destruiu a inimizade.

c.    Em Romanos 8.15 lemos que agora podemos chamar Deus de Pai. Isso é possibilitado por Cristo e efetuado pelo Espírito Regenerador, que testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

06. Jesus é o pacificador sem igual. É o modelo a seguirmos.

07. Mas, continuando:

 

TODOS OS QUE, DE ALGUMA FORMA, ANUNCIAM AS BOAS-NOVAS DESSA PAZ EM JESUS, SÃO PACIFICADORES.

 

08. TODOS quantos isso fazem! Independentemente de serem evangelistas, missionários, pastores...

09. Esses são pacificadores no sentido de trabalharem para a promoção da paz entre Deus e os homens através da pregação do evangelho.

10. É isso que a igreja precisa fazer. Essa é a sua missão neste mundo.

11. O Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho foi o palestrante sobre a relevância da igreja na 12ª. Assembléia da COBAP, Convenção Batista Amapaense, na Terceira Igreja Batista de Santana, em 19.11.11. Eis um trecho do que ele escreveu e falou, após discorrer sobre a preocupação da igreja com as questões sociais, sobre a preocupação com o ser relevante através de obras sociais:

 

... O que querem impingir à igreja? Comecemos pela definição de igreja. Evitarei definição formal e rebuscada. Ela é agência do Reino de Deus. É o aspecto visível do Reino invisível. Sua missão é anunciar Jesus Cristo como Senhor sobre todos os homens. Neste sentido ela é relevante. Ela anuncia a mais importante mensagem que o mundo precisa ouvir...

 

Quem transformou mais pessoas que Jesus Cristo? Quem recuperou mais vidas, ao longo da história? Quem tirou mais gente da lama? Trabalhando com pessoas com problemas de álcool e drogas, fiquei conhecendo muito do trabalho dos Alcoólicos Anônimos. É sério e fantástico e tem ajudado muita gente. Os AA não querem entrar em competição com ninguém, sei disso. Mas, com respeito a eles, Jesus fez mais que eles para tirar pessoas do vício.

 

Pessoas que são regeneradas pelo poder do evangelho são novas criaturas. Se a igreja quiser ser mesmo relevante, que pregue Jesus Cristo, poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. Estamos assumindo um complexo de inferioridade em relação ao mundo, e muitos de nós não cremos mais que pregar Jesus Cristo, o poder de Deus que salva, regenera e muda para sempre é a mais importante coisa que se pode fazer. Em muitas igrejas o louvor é mais importante, e em muitos cenários a igreja é direcionada para o poder político e social. [Mas] Nossa relevância vem daqui, e este é o critério correto: só o evangelho pode transformar pessoas e a sociedade. O resto são folhas de parreira para esconder os resultados do pecado...

 

Neste sentido, nada é mais relevante à igreja que cumprir sua missão, não a descrita pelos missiólogos, mas a estabelecida pelo Senhor Jesus, e bem descrita na Grande Comissão: “Então Jesus chegou perto deles e disse: – Deus me deu todo o poder no céu e na terra. Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: Eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28.18-20)..

 

Mas recordo uma palavra de A. W. Tozer: “É falsa a concepção de que a primeira missão da igreja é anunciar o evangelho. Sua primeira missão é ser espiritualmente digna de fazê-lo”. Igrejas fracas, sem autoridade espiritual, que pregam um cristianismo folgazão e de entretenimento, divulgarão um evangelho falso. Há muita gente querendo que a igreja seja amigável. Há até um livro com este título, Igrejas amigáveis. Recordo uma frase de Haroldo Reimer: “A igreja não está no mundo para fazer relações públicas, mas para entregar um ultimato”. Ela chama os homens a deporem as armas e se renderem a Cristo. Como disse Douglas Webster: “O pecador não é um coitado, mas um rebelde de armas nas mãos contra Deus”. Ao invés de seguir George Barna, que ela siga Abraão e seja amiga de Deus.

 

Queremos igrejas relevantes? Elas serão relevantes na medida exata em que compreenderem bem para que existem, qual sua missão, qual sua mensagem, e estabelecerem suas prioridades. Evangelismo e missões são suas prioridades. Se elas perderem isto, poderão ser relevantes ao mundo, mas irrelevantes para Deus.[2]

 

12. Pregar o evangelho puro é ser pacificador entre Deus e os homens, porque o homem não poderá realmente estar em paz com Deus enquanto não se render verdadeiramente a Ele por intermédio do Senhor Jesus Cristo.

 

13. Mas há também:

 

OS PACIFICADORES ENTRE OS HOMENS

 

14. Podemos afirmar que não somente os que buscam promover a paz entre Deus e os homens, mas também os que buscam promover a paz entre os homens, estão incluídos nessa bem-aventurança.

15. Entretanto, não devemos confundir pacificar os homens com “apaziguá-los”.

16. Simplesmente apaziguar acaba por promover mais atritos que soluções.

17. E nós somos mestres em apaziguar.

18. Lembro-me de um exemplo trágico de um atrito que foi apenas apaziguado – Aconteceu em Cachoeiro de Itapemirim. Dois homens estavam brigando na porta de um bar. Estavam bêbados. Alguém interferiu apenas separando os dois, acabando com a confusão. E, no ato de separar, um dos que estavam brigando, por ter sido segurado, acabou por levar alguns socos e pontapés. Não houve pacificação, apenas apaziguamento; não houve pedidos de desculpas, reconhecimento de que aquilo era uma besteira e que eles estavam bêbados, e, no outro dia, a confusão resultou em morte por assassinato de um dos envolvidos: o apaziguador.

19. Apaziguar às vezes é bom (no caso acima não foi). Adia um conflito e dá tempo para repensar. Mas pacificar é melhor. É preciso pelo menos tentar. Pode ser que não se tenha sucesso, pois o coração do ser humano tem a capacidade de ser duro como a rocha.

20. Agora, situação trágica é aquela em que os que deviam ser pacificadores estão vivendo em conflito.

a.    É por isso a Palavra exorta contra a inimizade, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções e inveja.

b.    E não só exorta contra, mas diz: “Não herdarão o Reino de Deus os que vivem na prática de tais coisas”(Gálatas 5.19-21).

c.    Notem que a Palavra de Deus fala sobre os que vivem nessas práticas.

d.    Temos aqui um sentido de constância.

e.    Mas é possível que, mesmo que não vivamos na prática dessas coisas, sejamos em algum momento apanhados por elas. Vigiemos! Tomemos cuidado!

f.     Falta de paz indica falta de perdão e falta de perdão implica em ser entregue nas mãos dos “atormentadores” – Veja Mateus 18.23-35

21. Precisamos viver a paz e promover a paz. Às vezes não depende só de nós, mas “... no que depender de vós (nós) tenhais (tenhamos) paz com todos os homens”.

22. No E-book de sermões e ilustrações desenvolvido pelo Pr. Walter Pacheco, na janela das ilustrações, há uma ilustração/reflexão bem interessante retirada de uma das edições de O Jornal Batista e que foi escrita por alguém de nome Paulo Pancote Lacerda:

 

Há muitos anos atrás, um comercial de televisão chamou a minha atenção. Nele, os instrumentos de uma orquestra estavam reunidos, cada qual reivindicando para si o direito de ser o principal instrumento do conjunto. Um após outro, piano, violino, flauta, clarineta, violoncelo e todos os outros, citavam suas próprias qualidades e se autoproclamavam os mais importantes na orquestra. Eis que, de repente, alguém grita: "Silêncio, aí vem o maestro!" De súbito, todos se calam, o regente sobe à plataforma e, com um sinal característico, todos se posicionam; sob a sua regência, começam a tocar em verdadeira harmonia. A lição que podemos tirar é evidente. Na igreja, somos os instrumentos de uma orquestra. As nossas paixões, emoções e diferenças, muitas vezes nos levam a quebrar a unidade que temos. Mas diante do maestro, o regente de nossas vidas (que é Cristo), devemos submeter-nos à Sua vontade e direção. - Paulo Pancote Lacerda, em O Jornal batista.

 

23. Vejamos um pouco também sobre:

 

QUALIFICAÇÕES DO PACIFICADOR

 

24. Cito quatro qualificações:

 

a.    É constrangido pelo amor de Deus, ou pelo amor a Deus, por não viver mais para si mesmo, mas para Deus em Cristo.

                                  i.    Isso é muito importante, porque as atitudes das pessoas ou as próprias pessoas às são um incentivo/motivação para o contrário. Mas como nãos são as pessoas e nem as atitudes das pessoas que nos motivam, mas o amor de Cristo...

b.    É promotor de reconciliação entre os homens – Paulo foi um exemplo. Após a sua conversão um anelo do seu coração era ver gentios e judeus se amando e se aceitando. Fez várias coisas para isso. Ele não se contentava só com a existência da doutrina da unidade da igreja, mas também zelava por vê-la posta em prática.

c.    Preocupa-se com o que deveria ser o alvo de todos os homens, que é alcançar a paz com Deus.

d.    O pacificador investe suas energias em solucionar as contendas e em eliminar as hostilidades entre os homens.

 

25. E, por último, consideremos um pouquinho:

 

O GALARDÃO DOS PACIFICADORES

 

26. “Serão chamados filhos de Deus”

27. Pecadores podem se tornar filhos de Deus, e os filhos de Deus pacificadores serão reconhecidos diante dos homens como nascidos de Deus.

28. Mas ser filho de Deus implica em responsabilidades. Quais seriam algumas dessas responsabilidades? Vejamos:

a.    Aceitar o nome do Pai, e isso implica em confissão de Seu nome.

b.    Demonstrar, na aparência e no caráter, alguma semelhança com o Pai.

c.    Amar o Pai.

                                  i.    Isso significa que haverá prazer em se comunicar com Ele e receber mensagens dEle e participar de Suas Obras. Não há como entender a atitude de “crentes” que não buscam a presença de Deus diariamente numa “hora de meditação”, nem querem desfrutar da comunhão com outros membros da família de Deus. “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia” (Hb 10.25 – NVI)

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

 

 

Baseado em “A Felicidade Segundo Jesus”, de Russel P. Shedd



[1] http://www.monergismo.com/textos/advertencias/pecadores_maos_deus_irado.htm

[2] Recebido por e-mail enviado por Pr. Cleber para a lista Pastores e Líderes. Mas pode ser lido integralmente no site do próprio Pr. Isaltino: http://www.isaltino.com.br/2011/11/igrejas-em-busca-de-relevancia/#more-2167