terça-feira, 29 de janeiro de 2013

CAVANDO POÇOS DO AMOR


CAVANDO POÇOS  DO AMOR

Uma simples criança sentiu a sede de meio milhão de africanos.

RYAN nasceu no Canadá em maio de 1991. Hoje ele tem 19 anos idade. Na escola, em 1997, quando ele tinha apenas 6 (seis) anos, sua professora disse como as crianças vivem na África, sofrendo e sem água suficiente para beber. RYAN, ainda um pequeno menino, ficou profundamente comovido ao saber que algumas até morriam de sede.

“As coisas eram muito difíceis na África”, disse a professora. Eles cavavam, cavavam e não encontravam água. Eram poucos os poços de água e alguns africanos tinham que andar, horas e horas para buscar um pouco d”água e trazer nas costas para beber e dar para os filhos beberem.

RYAN ficou pensando em sua vida no Canadá e sua comodidade pois quando tinha sede, o que tinha que fazer era dar apenas alguns passos e tomar água a vontade e água filtrada e tratada.

Aquilo inquietou o coraçãozinho de RYAN e ele perguntou quanto custaria para dar água às crianças. A professora pensou um pouco e lembrou de uma organização chamada Watercan que tinha como objetivo abrir poços e provisionar água para aquela população tão carente. A professora falou que a Watercan anunciara que um poço teria um custo de cerca de 70 (setenta dólares) o que equivale a mais ou menos R$ 100,00 (cem reais) no Brasil.  Quando chegou em casa RYAN foi direto falar com sua mãe, Susan, e disse que precisava de 70 dólares para dar água para seus coleguinhas da África. Susan ficou surpresa e lhe disse que ele já tinha a sua mesada mas se ele quisesse trabalhar e fazer alguns serviços extras ele poderia ter os 70 dólares que estava pedindo para crianças africanas. Susan estava muito cética a princípio mas se rendeu diante da determinação e do amor que brotava no coração de RYAN.

O menino então trabalhou intensamente e fez tudo o que lhe mandaram e conseguiu os 70 dólares que tanto queria. Abriu mão de sua festinha e de sua mesada. Ele estava feliz e seus olhinhos brilhavam. Com os dólares na mão, RYAN pediu para sua mãe o levar à sede da WATERCAN pois ele mesmo queria comprar o poço de água para as crianças da África. Mas quando chegou na sede da organização ele soube que o custo para perfurar, colocar as bombas, fazer a instalação elétrica, instalar a Caixa d”água, encanamentos, copos e vasilhas adequadas, limpas e distribuição da água para um grupo de famílias carentes não era 70 dólares e sim 2.000. (dois mil dólares)

Susan explicou ao funcionário da Watercan e ao seu filho RYAN que não tinha condições financeiras para isso e não poderia dar 2.000 dólares para fazer estes poços. RYAN ficou entristecido e muito pensativo. RYAN tinha seus olhos cheios de lágrimas e  prometeu ao homem que Deus iria lhe ajudar e ele iria fazer tudo o que pudesse para que aquelas crianças da África pudessem ter um poço com água. Ele não desistiu.

RYAN fez folhetos, desenhos, cartinhas e saiu divulgando entre seus vizinhos, seus amiguinhos da escola, e foi sendo impulsionado pelo amor de Deus e amor àquelas crianças. Ele falava com determinação e alegria e seus olhos brilhavam quando pedia ajuda. Ele conseguiu unir toda a sua comunidade em favor dos Poços do Amor.

Contagiados pelo seu entusiasmo e seu trabalho intenso,  seus irmãos, vizinhos e amigos conseguiram arrecadar 2.000 dólares. As pessoas fizeram bazares, alguns venderam objetos que não mais usavam e conseguiram o dinheiro tão sonhado por RYAN.

RYAN entrou triunfante na Watercan para comprar o seu PRESENTE: Um Poço do Amor, um poço de água para aquelas crianças. Em janeiro de 1999, foi perfurado O POÇO DO AMOR DE RYAN em uma aldeia no norte de Uganda. Ryan tinha apenas 8 anos de idade.

Este foi apenas o início da história na vida de RYAN. A partir daí começa a crescer o amor deste simples, humilde e sensível menino, que começou a divulgar, pelo mundo inteiro, a necessidade de fazer outros poços do amor.

Ryan então leu sobre um menino chamado AKANA que tinha escapado das garras dos homens que cadastravam e levavam meninos para lutar e usar armas no exército e com isso impedindo as crianças de estudarem. Na África os meninos eram levados para lutar e usavam armas terríveis e não iam a escola. O poço de RYAN fez AKANA não ir lutar.  Este fato tocou profundamente em RYAN que pediu e insistiu aos seus pais que o levassem a Uganda onde foi construído o POÇO DO AMOR. RYAN queria conhecer o seu amiguinho. Com um grande esforço financeiro, os pais fizeram uma visita a Uganda e Ryan com apenas 8 anos, em 2000, chegou à aldeia onde havia perfurado o poço do amor.

Houve então uma grande surpresa para RYAN e seus pais. Centenas de crianças cantaram o nome de RYAN, sorriam e faziam círculos e dançavam ao redor do menino que emocionado perguntou ao guia que os acompanhava: - Você sabe meu nome?

O guia nativo, com os olhos cheios de lágrimas,  deu um abraço em Ryan e lhe disse: - Todas as pessoas, num raio de 100 quilômetros, sabem seu nome Ryan e amam a você.

Hoje RYAN tem 19 anos e criou uma organização social filantrópica. Sua fundação já construiu mais de 400 POÇOS DO AMOR na África. RYAN é responsável também pela escola e educação, ensino, de dezenas de milhares de crianças, filhas dos nativos que agora podem ter água para beber, fazer higiene e também para a lavoura através destes poços; e o mais importante, estas crianças não são mais recrutadas para lutar nas guerras e não usam mais armas.

RYAN tem buscado em Deus forças para conseguir doações em todo o mundo e está estudando para ser um engenheiro nesta área. Ele está estudando Engenharia hidráulica que é o ramo da engenharia civil que trata da exploração e do uso da água, dos projetos e das obras hidráulicas fluviais ou marítimas. RYAN descobriu que sua vida tinha sentido quando ajudou seu semelhante. RYAN tinha um sonho e está sendo abençoando por Deus, pois o ALTÍSSIMO abençoa aquele que atende o próximo.

História recebida por e-mail

domingo, 20 de janeiro de 2013

Amados pelo Pai


AMADOS PELO PAI

 

“Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.” (João 14:23 RC)

 

01. O capítulo 14 de João talvez seja um dos capítulos mais grandiosos de toda a Bíblia.

02. Digo talvez não porque eu tenha dúvida quanto à sua grandiosidade, e sim porque a Palavra de Deus como um todo é grandiosa, e, quem sou eu para dizer que uma passagem é mais grandiosa que a outra?!

03. Mas o capítulo 14 de João é fantástico!

04. Se conseguíssemos, em uma espécie de êxtase, presenciar tudo o que nos aguarda e que está inserido em promessas desse capítulo, especialmente a promessa de que Jesus voltará e nos levará para estarmos eternamente com ele, onde ele estiver, talvez não voltássemos do êxtase. O nosso coração de carne explodiria de tanto regozijo diante da visão da “glória que em nós há de ser revelada”.

05. Você já parou pra pensar nisso?

06. Estas palavras de Jesus no v. 23 são tremendas. O seu significado ultrapassa a barreira do tempo e adentra a eternidade, fazendo daqueles para quem elas valem eternos abençoados.

a.    Você já imaginou como seria ser alvo da atenção especial por parte dos presidentes, reis e rainhas de todo o mundo?

b.    Já imaginou se todos eles lhe conhecessem pessoalmente e, de vez em quando fizessem uma visitinha a você, como bons amigos e o recebessem em suas casas?

c.    Impossível, não é?

d.    Eles não nos conhecem e nem nós os conhecemos.

e.    Mas Deus, o Deus de toda a Terra, o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, Onisciente e Onipresente, lhe conhece, e, em Sua Palavra deixa claro que não quer apenas lhe fazer uma visitinha ocasional; Ele quer ter um relacionamento íntimo com você; Ele quer fazer morada em você. É isso que Jesus diz, no pequenino mas grandioso versículo 23 de João 14: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.”

07. Façamos uma análise mais detalhada do versículo à luz da Palavra de Deus como um todo.

 

UMA CONDIÇÃO: AMAR A JESUS.

 

08. A primeira coisa que encontramos no versículo é uma condição.

09. Para tudo o mais que o versículo vai dizer ser real em sua vida, é preciso preencher uma condição: amar a Jesus.

10. O amor é a realidade maior que deve estar por trás de todas as coisas.

11. O Apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios, no capítulo 13 da primeira carta diz que se não for fundamentado no amor, uma pessoa pode...

a.    falar as línguas dos homens e dos anjos

b.    ter o dom de profecia,

c.    conhecer todos os mistérios e toda a ciência,

d.    ter uma fé tal que transporte os montes,

e.    distribuir toda a sua fortuna para sustento dos pobres,

f.      entregar o seu corpo para ser queimado...

 

... e ainda assim nada ser; nada disso lhe valer diante de Deus.

12. Alguém disse, e esta é uma verdade, que “o amor é o solo onde medram (crescem) todas as virtudes espirituais”.

13. 1 João 4.7-8 diz: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.  Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.”

g.    Analisando estes versículos de 1 João e os versículos subseqüentes, descobrimos que não saberíamos como amar a Deus, e nem seríamos capazes disso, se Ele não nos tivesse amado primeiro. Porém, uma vez que Ele nos amou primeiro, requer-se de nós que O amemos. Se não O amamos não O conhecemos, não experimentamos a regeneração espiritual.

 

UMA OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:

1 João 4 também condiciona o amor a Deus ao amarmo-nos uns aos outros. O versículo diz que  “... quem não ama seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?”. O amor aos irmãos é como que uma conseqüência do amor a Deus. Se não há amor aos irmãos é porque não há amor a Deus. O amor a Deus leva, necessariamente, ao amor aos irmãos.  

 

14. Você ama a Deus?

15. Você ama a Jesus?

16. Se você o ama, de verdade, então preste bem atenção para algo de que somos informados no texto e que vou chamar aqui de “duas conseqüências”:

 

DUAS “CONSEQÜÊNCIAS”.

 

Primeira “conseqüência”: guardar a Sua palavra

 

17. “Se alguém me ama, guardará a minha Palavra...”, disse Jesus.

18. Se o amamos, guardamos a Sua Palavra;

19. Você ama a Jesus?

20. Se você diz que sim, o seu amor por Jesus passa no teste de “guardar a sua palavra”?

21. Preste bem atenção nisto, porque é muito importante! É questão de “vida” ou “morte”!

22. SE ALGUÉM ME AMA, GUARDARÁ A MINHA PALAVRA, disse Jesus,

23. e isso leva-nos a entender, no sentido contrário, que se, deliberadamente, não guardamos a sua Palavra (não me refiro aqui a alguma falha ocasional e temporária), é porque não o amamos.

24. E se não o amamos, como já vimos,

a.    nada que façamos,

b.    por maior que seja,

c.    por melhor qualidade humana que possua,

d.    nada vale...

e.    nada é...

f.      não passa de barulho sem sentido...

25. Mas o que será que Jesus estava querendo dizer com guardar a sua Palavra?

26. Tem muita gente “guardando” a Palavra...

a.    na estante,

b.    no armário,

c.    na gaveta...

d.    e até no “HD do cérebro”.

27. Mas Jesus estava falando sobre andar em obediência.

28. O lugar daquele que quer ser discípulo de Jesus é na obediência.

a.    E um bom discípulo,

b.    um discípulo prudente,

c.    um verdadeiro discípulo,

d.    não somente obedece quando, por acaso, conhece a vontade do seu Senhor,

e.    mas busca adquirir esse conhecimento,

f.      mesmo porque esta também é vontade de seu Senhor.

29. U Temos que cultivar o mesmo espírito do salmista, que tinha “prazer na lei do Senhor e nela meditava dia e noite”.

30. U Temos que cultivar o mesmo espírito do salmista que “escondia” a Palavra do Senhor em seu coração “para não pecar contra Ele”.

31. U Temos que cultivar o mesmo espírito de obediência de Ananias, Misael e Azarias, três homens que, juntamente com Daniel, há cerca de 2530 anos, quando estavam cativos na Babilônia, resolveram em seus corações permanecerem fiéis a Deus, e fiéis foram mesmo quando ameaçados de serem lançados em uma fornalha de fogo caso não se ajoelhassem diante de uma estátua que Nabucodozor havia mandado fazer. Eles continuaram firmes, e disseram: “... não serviremos a teus deuses, e nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste”. E eles foram lançados, mas Deus os livrou de serem queimados.

32. A mente evangélica hoje está passando por uma espécie de processo de desconstrução. Muitos pensam que podem servir a Deus e ao mesmo tempo viver uma completa desconsideração para com a Sua Palavra.

a.    Penso que um pouco da culpa é nossa, é de nós, pregadores, que, ao invés de pregarmos “a Palavra”, como ela mesma nos orienta, estamos pregando um monte de “coisas outras”, segundo a filosofia deste mundo.

                                  i.    Condenar o pecado segundo a Palavra não é mais “popular”;

                                ii.    Chamar o pecado pelo nome e rogar em nome de Jesus, sem rodeios, que a pessoa o abandone, não é mais “popular”;

                               iii.    Pregar o evangelho de forma clara, dizendo que esse evangelho bíblico primeiro tem que “matar” para depois fazer renascer um novo homem, uma nova criatura, não é mais “popular”;

                               iv.    “Popular”, agora, é apregoar o paraíso na terra, sem dificuldade alguma;

                                 v.    “Popular”, agora, é “passar a mão” sobre a cabeça daqueles que estão vivendo em pecado e “aquietá-los” levando-os ao autoengano de que Deus nada vai fazer em relação ao seu pecado;

                               vi.    “Popular” agora é apregoar os princípios de autoajuda que tem inundado as prateleiras das livrarias, inclusive das livrarias evangélicas: “seis passos para isso, 5 passos para aquilo, 10 passos para mais aquilo...”, sendo esses “isso, aquilo e mais aquilo”, apenas coisas que dizem respeito ao bem estar social da pessoa.

                              vii.    Então, a culpa é “de nós”, pregadores, que estamos substituindo a santa e viva Palavra de Deus por coisas como estas.

b.    Mas “vocês” também não são inculpáveis. Vocês também não são inculpáveis porque têm a Palavra, conhecem a Palavra, e, ao invés de protestar, ao invés de questionar, ao invés de conferir, ao invés de dizer “Não! Isso está errado!”, simplesmente aceitam de forma passiva aquilo que vem sendo pregado e que nada tem de Palavra de Deus...

c.    E assim, a mente evangélica hoje vai passando por uma espécie de processo de desconstrução, com muitos pensando que podem servir a Deus e ao mesmo tempo viver uma completa desconsideração para com a Sua Palavra.

33. Mas Jesus diz que nós temos que guardar a sua Palavra.

a.    Se o amamos, guardaremos a Sua Palavra.

b.    Toda a sua Palavra.

c.    Não nos tornaremos inerrantes,

d.    não estaremos livres de quedas,

e.    e não conseguiremos muita coisa sem a ajuda do Espírito Santo,

f.      mas haverá um grande e sincero interesse aliado a um grande e sincero esforço de nossa parte por guardar a sua Palavra.

g.    É uma conseqüência (e uma prova) do nosso amor por Jesus.

 

Segunda “conseqüência”: uma bênção indescritível – seremos objetos de atenção especial de Deus – seu amor se manifestará fazendo de nós a Sua habitação - seremos morada do Deus Triúno.

 

34. “... meu Pai o amará e viremos para ele e faremos nele morada” – São palavras de Jesus.

35. O fato de O Deus Triúno morar em nós traz-nos grande responsabilidade.

36. Depois do ponto anterior não carece dizermos mais muita coisa sobre isso, mas vamos destacar alguns trechos bíblicos que demonstram essa responsabilidade:

 

“Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” (1 Co 6:19-20 RC)

 

“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.” (1 Co 3:16-17 RC)

 

“E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso. Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.” (2 Co 6:16-7:1 RC)

 

37. Mas também o fato de O Deus Triúno morar em nós é fator identificador de que fomos alcançados pela riquíssima misericórdia e amor de Deus em Cristo Jesus, e agora,

a.    nós que outrora estávamos mortos, espiritualmente, fomos vivificados,

b.    nós que outrora estávamos mortos, espiritualmente, fomos ressuscitados,

c.    nós que outrora estávamos mortos, espiritualmente, fomos elevados aos lugares celestiais em Cristo Jesus,

d.    nós que outrora estávamos mortos, espiritualmente, FOMOS SALVOS.

38. Romanos 8.9 diz,

a.    num sentido negativo, que “quem não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é Dele”.

b.    Num sentido positivo, fica subentendido que o contrário também é verdade, ou seja: quem tem o Espírito de Cristo pertence a ele; quem é “habitado” pelo Espírito Santo pertence a Deus.

39. II Coríntios 1.22 e 5.5 diz que a presença do Espírito em nós é selo e penhor.

40. O mesmo diz Efésios 1.13 e 14: “em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória.”

 

 

Conclusão

 

41. O chamado que Jesus faz a nós é para amá-lo.

42. Amá-lo implica em guardar as Suas palavras.

43. Seremos amados pelo Pai e seremos feitos morada do Deus Triúno.

44. Você ama a Jesus?

45. Tem guardado as Suas palavras?

46. Tem procurado aprender mais sobre a vontade de Deus para obedecê-la?

47. ..

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O comportamento…


O COMPORTAMENTO DOS HOMENS PERANTE DEUS E A AÇÃO DE DEUS EM RELAÇÃO A ESSE COMPORTAMENTO.

 

Salmo 31 – destaque para os vs. 23 e 24

 

01. Este é um Salmo onde Davi fala sobre seus sofrimentos e a vitória vinda do Senhor.

            Podemos dividi-lo em 5 partes[1]:

a.    Versículos 1-8: Davi ora ao Senhor;

b.    Versículos 9-13: Davi continua orando, lamentando, porém, a angústia física e os perigos pelos quais ele passara;

c.    Versículos 14-18: Davi pede a Deus que o livre, e que silencie os seus inimigos;

d.    Versículos 19-22: Davi louva a Deus, reconhecendo que Ele guarda os que lhe pertencem;

e.    Versículos 23 e 24: Davi exorta aos que esperam no Senhor a que se esforcem, e o Senhor lhes fortalecerá o coração.

02. Quem nunca passou por momentos difíceis?

03. Li em algum lugar que as únicas pessoas que não têm problemas, não passam por dificuldades, estão no cemitério.

04. Isso é verdade só em parte, só em se tratando dos problemas dessa vida, sem considerar as dificuldades eternas daqueles que partiram sem Jesus.

05. Peter Marshall disse certa vez que quando desejarmos uma vida sem dificuldades será bom nos lembrarmos de que o carvalho cresce mais forte sob a força do vento e que os diamantes só são feitos sob fortíssima pressão.

06. Davi é um bom exemplo de como se comportar em ocasiões de dificuldades – as desta vida. Ele é especialmente exemplo, segundo meu ponto de vista, de sinceridade. O que ele estava sentindo ele colocava diante do Senhor. E ele nos ensina que, de certa forma, a ação de Deus para conosco estará em acordo com o nosso comportamento.

07. Para refletirmos sobre isso, quero analisar três afirmações que encontramos nos versículos aos quais dei destaque no início, os versículos 23 e 24.

 

I. O Senhor Guarda os Fiéis.

 

01. “O Senhor guarda os fiéis”. Essa é a primeira afirmação de Davi que quero analisar com os irmãos.

02. Davi teve essa experiência com Deus. Veja o seu louvor a Deus nos versículos 19-22:

a.    No v. 19 Davi mostra que Deus tem, guardada para os que O temem, uma grande bondade. Paulo também falou sobre isso em Romanos 11:22.

b.    No v. 20 Davi diz que, aos que temem ao Senhor de verdade, Ele os protege nas adversidades.

c.    O v. 21 dá-nos a entender que a misericórdia do Senhor para com aqueles que O temem, é ainda mais patente nos momentos mais difíceis da vida.

d.    No v. 22 Davi fala sobre sua pressa, o desejo de que tudo fosse resolvido no seu tempo, e não no de Deus. Isso o levou até a enfraquecer na fé, mas, mesmo assim, Deus ouviu a sua súplica.

03. O Senhor tem os fiéis em Suas mãos, e os guarda, mesmo quando permite as adversidades sobre estes.

04. Um exemplo que poderíamos trazer à memória é Jó...

05. Bom, mas esta foi a experiência de Davi, lá no passado. E hoje? E conosco?

06. Hoje, conosco, a história é a mesma. Deus continua o mesmo! Ele não muda. Tiago, em 1.17 diz que “toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação”.

07. Isso não significa ausência de adversidades. Deus guarda aqueles que Lhe são fiéis mesmo em meio à adversidade e lhes dá forças para, enquanto ela não se dissipa, suportá-la, e crescer em sua fé. E muitas vezes Deus não só nos dá forças, mas nos livra das adversidades.

08. “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos”, foi a acertada expressão do profeta Jeremias ao escrever suas Lamentações, em 3.22.

09. Eu poderia descrever várias ocasiões que poderiam ter trazido para o contexto de minha vida tribulações; mas o Senhor me guardou, e isso mesmo em algumas dessas ocasiões eu não Lhe estar sendo tão fiel assim; mas Ele me guardou, e me tem guardado, e estou certo de que muitas das tribulações das quais Ele tem me guardado eu sequer cheguei a imaginar a possibilidade de seu acontecimento, porque Deus tem se antecipado a elas em Seu cuidado paterno para comigo. E creio que cada um dos irmãos aqui presentes, parando para meditar um pouco, poderá chegar à conclusão de que esta é também a sua experiência.

10. Passemos à segunda afirmação:

 

II. O Senhor Retribui com Abundância aos Soberbos.

 

01. Há uma coisa que Deus também é, da qual muitos se esquecem: JUSTIÇA!. E a justiça de Deus exige punição para quem precisa de punição. É por isso que Davi diz que Deus retribui com abundância aos soberbos.

02. Davi foi um homem que muitas vezes presenciou a justiça de Deus em ação, até mesmo em sua própria vida. Um dos primeiros que ele viu ser atingido pela justiça divina, e por seu intermédio ainda, foi Golias, um tremendo dum soberbo.

03. O salmo 94:2 diz que Deus é o juiz de toda a Terra, e que Ele dá o pago aos soberbos.

04. Nem os servos de Deus escapam de sua justiça, que é aplicada com intenção disciplinadora. Cito alguns exemplos:

a.    Jonas;

b.    Alguns irmãos da igreja em Corinto, na época de Paulo;

c.    Ananias e Safira;

d.    Israel várias vezes. Veja em especial Juízes 5:32-6:1;

05. Gálatas 6:7 diz o seguinte: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”.

06. Todos os que se portam soberbamente diante de Deus, todos os que pensam que podem brincar com Ele, todos os que desprezam as Suas orientações, mais cedo ou mais tarde, não havendo arrependimento, receberão a justa e abundante retribuição. Na verdade, colherão aquilo que plantaram, e terão uma colheita “invejável”. Deus não é homem para que nós brinquemos com Ele.

a.    Temos sido fiéis a Deus, ou temos nos portado soberbamente em Sua presença?

b.    Temos obedecido à Sua Palavra, ou simplesmente a temos ignorado?

c.    Antes de pensarmos em viver no erro, estejamos conscientes dessa verdade revelada.

07. Vejamos agora a terceira afirmação que encontramos no texto:

 

III. O Senhor Fortalece o Coração de Quem se Esforça e Espera N’ele.

 

01. Agora Davi se dirige aos seus leitores que esperam no Senhor, e diz-lhes: “Esforçai-vos, e Ele fortalecerá o vosso coração, vós todos que esperais no Senhor”.

02. Davi estava dando um testemunho de sua própria experiência. Releia os seguintes trechos: 1a; 3a; 5a; 6,7a; 13, 14, 15a. E sentimos a força que Deus lhe deu, nas palavras dos versículos 19-22.

03. Conta-nos uma história que...

 

... uma pessoa perguntou certa vez a um antigo estadista inglês chamado William Gladstone, como ele podia manter-se tão calmo diante dos grandes e complexos problemas que enfrentava como estadista. Diz-se que, como resposta, Gladstone levou o amigo até o seu dormitório, e mostrou-lhe um quadro pendurado na parede, onde ele podia ler a cada manhã as palavras de Isaías 26:3: “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em Ti; porque ele confia em Ti”

 

04. Se nós esperarmos inteiramente no Senhor, e confiarmos n’Ele, e formos crentes esforçados, experimentaremos, sem sombra de dúvidas, o fortalecimento interior, vindo de Deus, prometido em Sua Palavra.

 

Concluindo...

 

01. Diante do exposto, podemos chegar às seguintes conclusões:

a.    Se formos fiéis ao Senhor, não precisaremos temer nada, pois temos a promessa de que Ele nos guardará em quaisquer circunstâncias. Se buscarmos o reino de Deus em primeiro lugar, todas as demais coisas não nos hão de faltar.

b.    O que o homem planta, colhe. É bom não sermos soberbos e ignorar as orientações de Deus em Sua Palavra. Deus é amor, mas também é justiça.

c.    Aquele que espera e confia no Senhor, de verdade, será um homem dotado de grande força espiritual.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves



[1] Divisões extraídas de uma nota de rodapé da “Bíblia Anotada” por Charles Caldwell Ryrie, da editora Mundo Cristão.